Política e Economia

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Gonet aponta omissões e comportamento contraditório do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro

Nas alegações finais entregues ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (14), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se opôs à concessão de perdão judicial ao tenente-coronel Mauro Cid, delator na ação penal que investiga a tentativa de golpe de Estado em 2022. Em vez disso, Gonet propôs uma redução de apenas 1/3 da pena que eventualmente venha a ser imposta.

Segundo o documento de 517 páginas, Cid teria adotado uma “narrativa seletiva”, omitido fatos graves e demonstrado resistência ao cumprimento integral do acordo de colaboração premiada. Embora tenha contribuído pontualmente para o esclarecimento dos fatos, seus depoimentos foram considerados superficiais e pouco elucidativos, especialmente sobre os episódios mais graves.

“Esses benefícios exigem colaboração efetiva, integral e pautada pela boa-fé, requisitos não plenamente evidenciados no presente caso”, afirmou Gonet.

A recomendação da PGR implica na perda do direito à conversão automática da pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, como prestação de serviços comunitários. O procurador também mencionou suspeitas de que Cid teria usado redes sociais para se comunicar com outros investigados, o que ainda está sob apuração.

Agora, caberá ao ministro Alexandre de Moraes e aos demais integrantes da Primeira Turma do STF decidir quais benefícios serão concedidos ao delator. O julgamento dos réus, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, pode ocorrer até setembro.

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