Política e Economia

Foto: Rafael Henrique/SOPA Images/Getty Images
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Nova modalidade permitirá parcelamento instantâneo ao vendedor; investigação dos EUA recai sobre modelo de pagamentos brasileiro

O Banco Central anunciou para setembro de 2025 o lançamento da função crédito do Pix, que permitirá ao pagador parcelar uma transação diretamente pelo sistema, enquanto o vendedor recebe o valor integral de forma imediata, unindo a rapidez do Pix à flexibilidade do crédito tradicional.

Gratuito e instantâneo, o Pix já se consolidou como o meio de pagamento mais usado no Brasil, com mais de 6 bilhões de transferências mensais e movimentação próxima a R$ 2,8 trilhões. A nova funcionalidade padronizará regras e experiência do usuário, reduzindo a dependência dos cartões de crédito e debitando as parcelas do comprador ao longo do tempo, sem risco de inadimplência para o estabelecimento.

O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) abriu investigação contra o Brasil, alegando “práticas desleais” nos serviços de pagamento eletrônico por favorecer soluções desenvolvidas pelo governo, sem mencionar diretamente o Pix. A medida sinaliza o impacto comercial que o Pix crédito pode representar para bandeiras americanas como Visa e Mastercard.

Em seus últimos lançamentos, o Banco Central já introduziu o Pix por aproximação e o Pix automático, que viabiliza cobranças recorrentes. Para o segundo semestre, estão previstas também a cobrança híbrida (QR Code que integra boleto) e estudos para uso de recebíveis do Pix como garantia de empréstimos a micro e pequenas empresas, com previsão de implementação em 2026. Pesquisas sobre Pix offline também avançam para atender áreas com conexão limitada.

Para o regulador, o Pix é ferramenta essencial de inclusão financeira, diminuição da concentração bancária e estímulo à competição. Ao padronizar o parcelamento, o BC reforça o compromisso de ampliar o acesso ao crédito, baratear custos para comerciantes e consolidar o Pix como plataforma completa de pagamentos e serviços financeiros no Brasil.

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