Trânsito e Transporte

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Aeronaves e componentes da fabricante brasileira estão entre os 694 produtos isentos da tarifa de 50% imposta por ordem executiva

A Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, foi oficialmente excluída da lista de produtos brasileiros que sofreriam a tarifa adicional de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos. A decisão, publicada na ordem executiva assinada por Donald Trump, reconhece a importância estratégica da empresa para as economias brasileira e norte-americana.

A medida representa um alívio para o setor aeronáutico, que previa um impacto de até R$ 20 bilhões em tarifas até 2030, caso a sobretaxa fosse aplicada. Segundo a Embraer, o custo de cada avião vendido aos EUA poderia subir em R$ 50 milhões, inviabilizando negócios no país.

📈 Reação do mercado
Com a inclusão das aeronaves na lista de exceções, as ações da Embraer valorizaram 10,93% na Bolsa de Valores brasileira (B3) nesta quarta-feira (30).

📊 Exportações e impacto econômico

  • Os produtos isentos representam US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras em 2024, cerca de 43,4% do total exportado aos EUA
  • O setor de aeronaves vendeu US$ 2 bilhões no último ano, sendo metade em aeronaves leves, principal produto da Embraer

🗣️ Nota oficial da Embraer:

“Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à regra de tarifa zero para a indústria aeroespacial global. Mais importante ainda, apoiamos o diálogo contínuo entre os governos brasileiro e norte-americano e permanecemos confiantes em um resultado positivo para os dois países”

⚠️ Contexto político do tarifaço
A ordem executiva de Trump justifica a tarifa como resposta a supostas violações de direitos humanos no Brasil, citando o tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O documento acusa o Brasil de representar uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos EUA.

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