Trânsito e Transporte

Foto: Yuri Pinheiro/Prefeitura de Parintins/Divulgação)
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Agência quer confirmação do cronograma de recapeamento que permitiu a liberação de pousos de aviões a jato

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) enviou, no dia 10 deste mês, um ofício à Prefeitura de Parintins solicitando informações atualizadas sobre as obras de recapeamento da pista do Aeroporto Júlio Belém. O município tem até 1º de dezembro para responder.

A cobrança ocorre porque a liberação para que aeronaves de asa fixa com motor à reação — os aviões a jato — voltassem a pousar no aeroporto depende do avanço das obras. A pista chegou a ter as operações restringidas por causa de riscos à segurança dos passageiros.

Restrição, pressão e liberação

Em dezembro de 2024, a Anac havia proibido pousos de jatos após uma inspeção identificar defeitos críticos, como rachaduras, pedras soltas na pista e ainda um depósito de lixo nas proximidades — situação que atrai aves e aumenta o risco de colisões.

Durante o período de restrição, o aeroporto recebeu apenas aviões turboélices, de capacidade menor.

A prefeitura apresentou um plano de trabalho e se comprometeu a recuperar 1.200 metros da pista, além das áreas de táxi e do pátio de aeronaves. O cronograma prevê a conclusão total até 31 de dezembro de 2025.

Depois da apresentação dos relatórios e do início dos reparos, a agência suspendeu a restrição em abril deste ano e autorizou novamente os pousos de aviões turbojatos. A liberação, porém, foi condicionada ao cumprimento dos prazos e também ao recobrimento da área exposta do aterro de resíduos sólidos até 31 de maio de 2025, além da manutenção adequada da gestão de lixo na região.

Aeroporto estratégico

O Aeroporto Júlio Belém é o único de Parintins e tem papel fundamental durante o Festival Folclórico dos Bois Caprichoso e Garantido, em junho, quando recebe centenas de voos extras e milhares de visitantes.

Diante da relevância do aeródromo, a Anac reforça que precisa garantir que todas as etapas do recapeamento e das melhorias previstas estejam sendo cumpridas. O ofício enviado agora busca confirmar o andamento real das obras que embasaram a liberação parcial das operações.

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