Política e Economia

Foto: Reprodução
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Cartilha eleitoral reforça regras de conduta e destaca punições por uso indevido da máquina pública

A Advocacia-Geral da União divulgou orientações que proíbem agentes públicos de disseminar notícias falsas e de utilizar a estrutura do Estado para favorecer candidaturas durante o período eleitoral de 2026.

As regras fazem parte da cartilha “Condutas Vedadas aos Agentes Públicos Federais nas Eleições 2026”, que reúne diretrizes sobre práticas permitidas e proibidas no exercício da função pública em ano eleitoral.

Proibição de fake news e uso indevido de estrutura pública

De acordo com o documento, é vedado a agentes públicos divulgar, compartilhar ou endossar conteúdos falsos, descontextualizados ou não verificados. A orientação também inclui a proibição de discursos de ódio, ataques pessoais e conteúdos discriminatórios.

Além disso, o uso de bens, serviços ou da visibilidade institucional para beneficiar candidaturas pode configurar abuso de poder político e econômico, sujeito a punições.

Eventos oficiais não podem virar campanha

Para ocupantes de cargos eletivos, a cartilha reforça que eventos oficiais não podem ser transformados em atos de campanha. A participação em atividades eleitorais só é permitida fora do horário de trabalho e sem uso da estrutura pública.

Princípios da administração devem ser respeitados

O documento destaca que agentes públicos devem seguir os princípios da administração pública:

  • Legalidade
  • Impessoalidade
  • Moralidade
  • Publicidade
  • Eficiência

Também alerta para o uso responsável das redes sociais, especialmente durante o período eleitoral, quando declarações de autoridades têm maior impacto no debate público.

Promoção pessoal é vedada

A cartilha proíbe o uso do cargo para promoção pessoal ou político-partidária, inclusive em situações que não configurem infração eleitoral direta, mas possam caracterizar desvio ético.

Segundo a AGU, é necessário evitar a confusão entre ações administrativas e méritos individuais de autoridades.

Orientação prática para gestores

O material tem como objetivo orientar agentes públicos na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo, prevenindo irregularidades e garantindo conformidade com a legislação eleitoral.

A cartilha também aborda temas como propaganda eleitoral, uso de recursos públicos, calendário eleitoral e combate à desinformação. Pela legislação, a propaganda eleitoral na internet só é permitida a partir de 16 de agosto.

Com as diretrizes, a AGU busca reforçar a integridade do processo eleitoral e a atuação responsável dos agentes públicos ao longo de 2026.

Você também pode gostar

Editorias