Equipe amazonense venceu time da Indonésia em final eletrizante e amplia hegemonia brasileira na competição
O Amazonas Legis voltou a brilhar no cenário internacional e conquistou, no último fim de semana, o tricampeonato mundial de futebol jurídico feminino. O título foi garantido após vitória por 3 a 2 sobre o Srikandi Lawyer FC, da Indonésia, na grande final da Nations Cup 2025 – Mundiavocat Five Women Tournament, disputada em Medulin, na Croácia.
Formada por advogadas, bacharéis e estudantes de Direito, a equipe mostrou personalidade, técnica e garra em uma campanha de superação. Na fase de grupos, estreou com vitória por 4 a 3 sobre o Les Pieds Gauches, da França, e empatou em 3 a 3 com as próprias indonésias, em um prenúncio da decisão.
Nos mata-matas, o time amazonense cresceu: goleou o Tijuana, do México, por 5 a 1, e protagonizou uma semifinal histórica, virando o placar contra o Bracara Augusta, de Portugal, em triunfo por 5 a 4. A atacante Lina foi o grande destaque da fase decisiva, marcando dois hat-tricks e escrevendo seu nome na história da equipe.
Além das conquistas dentro de campo, o grupo convive com desafios fora dele. Durante o retorno ao Brasil, a jogadora Larisse Frutuoso desabafou sobre as dificuldades financeiras para competir em torneios internacionais.
“É uma viagem muito longa e muito sofrida. Muitas meninas não têm condições financeiras, e quase sempre não temos apoio institucional. Fazemos rifas, contamos com amigos e patrocínios particulares. A gente sofre muito, mas joga por amor e para representar o Amazonas e o Brasil”, afirmou.
Apesar das dificuldades, Larisse destacou a resiliência como fator determinante para o tricampeonato. “Começamos perdendo nas quartas, na semifinal e na final. Viramos todos os jogos. Isso mostra a garra da mulher amazonense, da mulher guerreira. Essa conquista é fruto de muito sangue, suor e paixão”, completou.
Com a taça erguida em Medulin, o Amazonas Legis soma três títulos mundiais e já projeta os próximos passos. Em maio de 2026, a equipe estuda disputar outro Mundial, que será realizado na Espanha, mantendo viva a missão de ampliar a galeria de conquistas e reafirmar a hegemonia do futebol jurídico feminino brasileiro.



