Educação

Foto: Nilton Ricardo/A CRÍTICA
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Tombada como patrimônio histórico, instituição localizada no Centro de Manaus alia passado e presente para manter viva a memória e promover inclusão

Fundada em 1905, a Escola Estadual Barão do Rio Branco celebrou nesta terça-feira (30) 120 anos de história. Localizada na Avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus, a instituição é tombada como patrimônio histórico do Amazonas e guarda na memória de milhares de ex-alunos e professores capítulos importantes da educação amazonense.

Funcionária mais antiga da escola, a assistente administrativa Maria de Fátima Cantinho Coelho, de 72 anos, atua na instituição há 37 anos e acompanhou transformações marcantes. “Quando cheguei, em 1988, encontrei uma mesa enorme cheia de processos empoeirados. Arrumamos a escola toda. Eu não vim para vender beleza, vim para trabalhar”, recorda.

Entre os ex-alunos está o atual secretário de Desenvolvimento Econômico do Amazonas, Serafim Corrêa, que estudou no colégio entre 1954 e 1958. Ele relembra nomes que também passaram pelos corredores da escola, como o senador Jefferson Péres. “O grupo escolar Barão do Rio Branco deu os primeiros ensinamentos a muitos ilustres amazonenses”, destacou.

Desde 1943, a Barão do Rio Branco ocupa o prédio atual, que já funcionou como residências e consulado, até ser tombado em 1988. Atualmente, a escola atende 325 alunos do Ensino Fundamental I, sendo 125 crianças refugiadas venezuelanas, realidade que impulsionou adaptações no ensino e na comunicação com as famílias.

“Passamos a produzir comunicados bilíngues, em português e espanhol, inclusive nas redes sociais. Isso aproximou os pais e fortaleceu a participação da comunidade”, explicou o diretor Álisson Thiago Barbosa, que está à frente da instituição há pouco mais de um ano.

A dedicação dos professores também marca a trajetória da escola. A professora Maria das Graças, de 76 anos, alfabetiza há mais de três décadas. “Já chorei com crianças porque elas choravam ao aprender a ler. É gratificante ver essa troca cultural e linguística com os alunos refugiados”, disse.

O professor Josué Marques Pereira, de 60 anos, também fala com orgulho do trabalho. “É um privilégio contribuir para a educação de tantas crianças. Me sinto parte de uma família que faz história nesta escola”, afirmou.

Com um século e duas décadas de existência, a Barão do Rio Branco segue unindo tradição e inovação. “Dar esperança para alunos, famílias e profissionais continua sendo o nosso lema”, concluiu o diretor Thiago, destacando que a missão da escola é preservar a memória e formar cidadãos para o futuro.

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