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Foto: Greenpeace
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Monitoramento identificou alertas ambientais e suspendeu mais de R$ 12 milhões em financiamentos no estado

O Amazonas registrou o maior percentual de bloqueios de crédito rural devido a desmatamento irregular no Brasil, segundo dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O levantamento foi apresentado durante um balanço de monitoramento ambiental realizado pelo banco em parceria com o MapBiomas.

De acordo com os dados, 6,25% das solicitações de crédito rural analisadas no estado apresentaram alertas de desmatamento ilegal, resultando no bloqueio de 12,64% dos R$ 13 milhões solicitados.

Em todo o país, foram suspensos R$ 806,3 milhões em financiamentos para produtores com propriedades sob suspeita de desmate ilegal. A região Norte lidera esse ranking, com 2,2% dos R$ 4,3 bilhões em pedidos de crédito rural bloqueados. Além do Amazonas, estados como Tocantins, Acre e Rondônia também registraram índices elevados.

Desde fevereiro de 2023, o sistema de monitoramento identificou 3.723 alertas ativos de desmatamento ilegal, representando 1% dos 337,2 mil pedidos de crédito rural recebidos no período. Em média, cerca de R$ 1 milhão por dia deixou de ser contratado devido a irregularidades ambientais.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o banco seguirá apoiando produtores que adotam boas práticas agrícolas, mas reforçou que não haverá aprovação de crédito para atividades ligadas ao desmatamento.

“Queremos financiar um agro sustentável, que respeite a legislação e preserve nossos biomas”, declarou Mercadante.

Os bloqueios atingem operações de programas agropecuários do governo federal com juros subsidiados, além da linha BNDES Crédito Rural e financiamentos agrícolas do Banco Central.

Entre as regiões do país, o Nordeste ficou em segundo lugar no volume de financiamentos bloqueados, enquanto o Sudeste teve os menores percentuais, com apenas 0,4% dos R$ 15,4 bilhões solicitados afetados.

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