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Foto: Laís Pompeu/FCecon
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Câncer do colo do útero, próstata e mama lideram incidência no estado; especialistas reforçam importância da prevenção e do diagnóstico precoce

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) divulgou, nesta quinta-feira (27), um alerta preocupante: o estado pode registrar até 15 mil novos casos de câncer entre 2023 e 2025, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O aviso foi reforçado no Dia Nacional de Combate ao Câncer e chama atenção para três tipos que lideram as estatísticas no Amazonas — colo do útero, próstata e mama.

O câncer do colo do útero é o mais incidente no estado, com 610 casos anuais. De acordo com a médica Mônica Bandeira, a doença é causada pela infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV).

“O câncer de colo do útero é uma doença 100% evitável, sendo a prevenção primária a vacinação contra o HPV. A vacina está disponível gratuitamente nas UBSs e é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos”, afirmou. Ela reforça que o exame preventivo deve ser realizado mesmo sem sintomas como dor, sangramento ou corrimento.

Cepcolu amplia prevenção

A FCecon conta desde março com o Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), unidade especializada no tratamento de lesões pré-cancerosas. Entre os procedimentos disponíveis está a conização, técnica que remove alterações pré-malignas.

“É uma iniciativa essencial, considerando que este tipo de câncer é o que mais acomete e mata mulheres no nosso estado”, disse Bandeira.

Câncer de próstata: 90% de chance de cura com rastreio

Para o urologista Giuseppe Figliuolo, o rastreamento é decisivo para reduzir mortes por câncer de próstata, que registra 570 novos diagnósticos por ano no Amazonas.

“O rastreio inicia a partir dos 50 anos, quando não há histórico familiar. Caso exista, começa aos 45”, explicou. O diagnóstico é feito nas UBSs, por meio do exame PSA e do toque retal, que é indolor.
Sintomas como dor ao urinar, jato fraco, aumento da frequência ou presença de sangue na urina devem motivar busca imediata por atendimento.

Mamografia e autoexame salvam vidas

Com 500 casos anuais, o câncer de mama aparece em terceiro lugar. A mastologista Hilka Espírito Santo Pereira orienta que a mamografia deve começar aos 40 anos, seguindo diretriz da Sociedade Brasileira de Mastologia.

“A mulher deve procurar uma UBS para avaliação e agendamento do exame”, disse.
Entre os sinais de alerta, Hilka destaca: nódulo fixo e indolor, pele avermelhada ou retraída, aspecto de casca de laranja, alterações nos mamilos, nódulos na axila ou no pescoço e secreção anormal.

A médica reforça ainda a prática do autoexame mensal — após a menstruação ou em um dia fixo para mulheres que já não menstruam.

Com a previsão de aumento nos casos, a FCecon alerta que o diagnóstico precoce e o acesso aos serviços de prevenção continuam sendo as ferramentas mais eficazes para reduzir mortalidade e ampliar as chances de cura no Amazonas.

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