Com investimento de R$ 54,8 milhões, estruturas devem ser entregues até o fim do ano; 20 já estão construídas e prontas para entrega
O Governo do Amazonas anunciou a implantação de 50 novos terminais flutuantes em comunidades do interior até o fim de 2026. Com investimento de R$ 54,8 milhões, as estruturas devem melhorar as condições de embarque e desembarque de passageiros e cargas, além de facilitar o escoamento da produção rural e o acesso da população a serviços essenciais.
O anúncio foi feito pelo governador Roberto Cidade nesta segunda-feira (2). Segundo o governo, 20 terminais já foram construídos e estão prontos para entrega. A execução do projeto é responsabilidade da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra).
Os equipamentos serão destinados principalmente a comunidades rurais, ribeirinhas e indígenas que dependem do transporte fluvial para deslocamentos diários.
“Nós vamos entregar ainda este ano 50 portos terminais fluviais para o interior do estado. É muito importante investir recursos do Governo do Estado para poder levar dignidade ao nosso povo”, afirmou o governador, em vídeo divulgado nas redes sociais.
As estruturas foram projetadas para oferecer abrigo e segurança aos passageiros, além de facilitar o transporte de mercadorias. Por serem flutuantes, acompanham as mudanças no nível dos rios durante os períodos de cheia e vazante, característica importante para a mobilidade no interior do Amazonas.
“Um terminal flutuante desse, um porto que vai para as comunidades do interior mais distantes vai dar qualidade de vida, o direito de ir e vir, para você que é produtor possa escoar sua produção”, destacou Roberto Cidade.
Terminais devem melhorar transporte escolar e acesso à saúde
Uma das funções dos novos equipamentos será oferecer melhores condições para o transporte escolar. O projeto prevê plataformas integradas aos pontos de atracação das embarcações, permitindo que estudantes embarquem e desembarquem com mais segurança no trajeto entre as comunidades e as escolas.
Em localidades sem estrutura adequada, o acesso aos barcos pode depender de passarelas improvisadas ou exigir que os estudantes entrem na água. Com os terminais, a proposta é reduzir esses riscos e oferecer abrigo durante a espera pelo transporte.
Na área da saúde, as estruturas também devem facilitar o deslocamento de pacientes, inclusive pessoas com mobilidade reduzida, além do transporte de medicamentos e outros insumos. Os terminais poderão apoiar ainda o acesso às embarcações utilizadas em consultas, atendimentos e campanhas de vacinação nas comunidades.
Estruturas também vão apoiar produtores rurais
Os terminais devem contribuir para o escoamento da produção agrícola e a comercialização de alimentos. Em muitas comunidades do interior, o transporte pelos rios é a principal alternativa para levar mercadorias aos centros consumidores.
Com melhores condições para movimentar passageiros e cargas, a iniciativa busca facilitar a rotina dos produtores e ampliar o acesso aos mercados. A adaptação das estruturas à variação do nível das águas também deve permitir o uso dos terminais durante os períodos de cheia e vazante.



