Política e Economia

Foto: Reprodução
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Em live, prefeito de Manaus rebate suspeitas sobre viagens ao Caribe e contratos ligados a familiares; casos foram autorizados pelo TJAM e estão sob relatoria da desembargadora Vânia Marques Marinho

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), voltou a se pronunciar publicamente nesta quinta-feira (13) após se tornar alvo de sete investigações criminais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). As apurações envolvem viagens ao Caribe e possíveis irregularidades em contratos associados a familiares. A informação foi confirmada pela Rede Amazônica na terça-feira (11).

Durante uma live transmitida pelas redes sociais e acompanhada presencialmente por um grupo restrito da imprensa, o prefeito dedicou a maior parte do tempo a responder questionamentos sobre as denúncias. Ele afirmou que as investigações miram sua vida privada.
“Usam minha vida pessoal para me desgastar”, declarou.

Por causa do foro privilegiado, os procedimentos dependiam de autorização dos desembargadores. Os autos passaram por cinco relatorias ao longo de 13 meses, todas recusadas por foro íntimo — situação considerada incomum por juristas consultados. Atualmente, o processo está sob responsabilidade da desembargadora Vânia Marques Marinho.

Prefeito rebate suspeitas sobre viagens ao Caribe

Almeida voltou a negar irregularidades nas viagens ao Caribe durante os carnavais de 2024 e 2025. Segundo ele, as denúncias já haviam sido arquivadas pelo Ministério Público antes de serem reabertas por decisão do Conselho Superior.
“Foram duas viagens que eu fiz com recursos próprios. Já mostrei comprovantes. Estava em recesso, com minhas economias, tudo ok”, afirmou.
O prefeito negou que empresários com contratos com a Prefeitura tenham custeado as despesas do casal.

Contratos ligados à sogra

O prefeito também comentou a investigação que apura o pagamento de R$ 20 mil mensais à sogra, Lidiane Oliveira Fontenelle, por uma empresa contratada pela Prefeitura.
“Ela nunca trabalhou na Prefeitura. Era funcionária de uma empresa que tinha contrato com o setor público e privado. Quando comecei a namorar a filha dela, ela saiu da empresa. E agora ‘paga o pato’ por ser mãe da minha esposa”, disse.

Acusações atribuídas a adversários políticos

Questionado sobre o tempo de tramitação no TJAM, Almeida afirmou que parte dos procedimentos foi arquivada e depois reaberta, o que justificaria a demora. Ele disse acreditar que as denúncias são repetidas por opositores.
“São matérias requentadas. Quem come comida fria acaba tendo indigestão”, declarou.
O prefeito reforçou que está tranquilo: “Não existe ilegalidade em viajar com recursos próprios no recesso”.

‘Minha gestão não é questionada’

Almeida afirmou que os supostos ataques visam sua imagem pessoal, e não sua administração.
“Eu não sou questionado por licitação, desvio de merenda, saúde, nada disso. Atacam minha vida pessoal. Até meu tênis”, afirmou.

O que é investigado

As sete investigações autorizadas pelo TJAM envolvem:
Viagens ao Caribe: apura se despesas do prefeito e da primeira-dama foram pagas por empresários;
Pagamento à sogra: R$ 20 mil mensais pagos por empresa contratada pela Prefeitura;
Peculato: suspeita de uso indevido de recursos públicos;
Corrupção passiva: possível favorecimento de empresários;
Fraude em licitação: suspeita de irregularidades em contratações;
Contratos envolvendo outros familiares;
Outras suspeitas de benefícios indevidos, totalizando sete investigações, sendo uma já arquivada.

As apurações seguem sob sigilo.

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