Índice do Banco Central mostra alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024; inflação desacelera, mas juros seguem elevados
A atividade econômica no Brasil registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre de 2025, em comparação com o trimestre anterior (outubro a dezembro de 2024), segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Em relação ao mesmo período de 2024, a alta foi de 3,7%, evidenciando um ritmo positivo para a economia.
Os dados, divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central (BC), mostram que o IBC-Br acumulou alta de 3,7% nos três primeiros meses do ano e registrou crescimento de 4,2% nos últimos 12 meses. Apenas em março, o indicador subiu 0,8% em relação a fevereiro e 3,5% comparado ao mesmo mês do ano anterior.
O crescimento ocorre em um cenário de juros altos. A taxa Selic, principal ferramenta do BC para controlar a inflação, está em 14,75% ao ano. Com juros elevados, o crédito fica mais caro, o que pode desacelerar a economia, mas ajuda a conter a inflação.
Em abril, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, foi de 0,43%, pressionado principalmente pelos preços dos alimentos e produtos farmacêuticos. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 5,53%, marcando o segundo mês seguido de desaceleração.
Mesmo com a desaceleração, o Banco Central manteve a Selic elevada, justificando a decisão pelo ambiente de incerteza global e o impacto dos preços de alimentos e energia. O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que vai agir com prudência para garantir a estabilidade econômica.
O IBC-Br é um indicador calculado pelo BC que avalia o desempenho da economia a partir de informações dos setores de indústria, comércio, serviços, agropecuária e impostos. Embora seja considerado um termômetro da atividade econômica, ele não é exatamente uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado oficialmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em 2024, o PIB brasileiro cresceu 3,4%, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento, com a maior expansão desde 2021, quando atingiu 4,8%. Os resultados do IBC-Br reforçam as expectativas de que a economia brasileira continue em ritmo de crescimento, mesmo diante dos desafios impostos pelos juros elevados e pelo cenário econômico global.


