Ataques ocorreram neste domingo (26) no Balneário do Miriti; especialistas explicam que o comportamento é comum no período de desova
Banhistas foram atacados por piranhas neste domingo (26), no Balneário do Miriti, em Manacapuru, no interior do Amazonas. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que pessoas deixam o rio às pressas, entre elas crianças, adolescentes e famílias, após os ataques.
Em uma das gravações, um bombeiro aparece prestando socorro a uma vítima, que teve ferimentos nas mãos e sangrava enquanto recebia atendimento.
Segundo relatos de frequentadores, os ataques ocorreram em pontos mais afastados da praia, onde a profundidade é maior. Após prestar os primeiros socorros, bombeiros orientaram os banhistas a evitar essas áreas.
De acordo com pescadores locais, neste período de vazante, as piranhas se aproximam das margens para desovar. O Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para que visitantes evitem jogar restos de comida na água, o que pode atrair os peixes para as áreas de banho.
O biólogo e especialista em ecologia aquática Edinbergh Caldas Oliveira explicou que o comportamento é natural entre as espécies de piranha, que defendem seus ninhos durante a reprodução.
“Na realidade, são acidentes causados pelo próprio homem, que altera os ambientes naturais. As piranhas agem por defesa instintiva e costumam dar uma mordida de advertência para o invasor sair da água”, afirmou.
O especialista destacou ainda que não se trata de um ataque direcionado.
“Se fosse um ataque, seria muito mais grave e motivado por outra razão”, completou o biólogo.



