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Foto: Arquivo/AC-Junio Matos
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Fundação de Vigilância em Saúde aponta tendência nacional de alta para doenças respiratórias; vacinação contra influenza é reforçada como medida preventiva

A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) registrou aumento de 18,8% no Amazonas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). Entre janeiro e 30 de março, foram confirmados 530 casos, contra 446 no mesmo período de 2025.

A capital Manaus concentra 407 registros, seguida por Tefé (17) e Presidente Figueiredo (11). Nos últimos sete dias, foram notificadas 37 ocorrências em investigação. Homens são maioria entre os diagnosticados, e os sintomas mais relatados incluem tosse, falta de ar e febre.

Influenza em alta

A influenza aparece como a segunda variação viral mais frequente nos pacientes do Amazonas e segue em crescimento em todo o país, conforme o Boletim InfoGripe da Fiocruz. Estados das regiões Norte e Nordeste estão em níveis de “risco” e “alto risco”, enquanto o Sudeste e parte do Centro-Oeste também apresentam tendência de aumento.

De acordo com a pesquisadora Tatiana Portella, a vacinação contra influenza é a principal forma de prevenção contra casos graves e óbitos. Ela reforça que grupos prioritários — idosos, crianças, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde e da educação — devem estar em dia com a imunização. Além disso, gestantes a partir da 28ª semana devem receber a vacina contra o vírus sincicial respiratório, garantindo proteção aos bebês desde o nascimento.

Panorama nacional

Os dados laboratoriais indicam que a Influenza A é a principal causa de SRAG entre jovens, adultos e idosos. O aumento de casos também já é observado em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.

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