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Nível das águas chega a 19 metros, afetando comércio e produção rural

O Rio Solimões, em Manacapuru, atingiu o nível de 19 metros neste domingo (18), segundo medições do porto municipal. O índice coloca a cidade a apenas 60 cm da cota de inundação severa, aumentando os impactos da cheia na região e afetando mais de 209 mil pessoas em todo o estado do Amazonas.

As águas do rio, que já haviam invadido áreas próximas às margens, agora avançam sobre o centro de Manacapuru, obrigando comerciantes a se adaptarem à situação.

“Ano passado não foi preciso fazer ponte, a água deu menos. Mas esse ano já está bem avançado aqui”, relatou Wilson Balby, empresário que ampliou a passarela de acesso ao seu restaurante.

O comércio local começa a sentir os efeitos da subida das águas, com estabelecimentos se preparando para possíveis prejuízos.

Na região de várzea, a cheia causou grandes perdas para agricultores, dificultando a colheita e colocando em risco a produção rural.

“Não tem como dar tempo de colher porque está tudo verde ainda, aí vai tudo para o fundo. Está todo mundo reclamando porque a enchente está muito rápida”, afirmou Francuelho Santos, estivador afetado pelo fenômeno.

O comerciante Manoel Cardoso, que depende da produção agrícola, lamenta os impactos no abastecimento do município:

“Está mais difícil agora. Enquanto a vazante não descer e até recuperar o plantio, o agricultor vai sofrer mais.”

Previsões e situação de emergência

Segundo o Serviço Geológico Brasileiro (SGB), o Rio Solimões pode atingir 19,63 metros até junho, quando a cheia deve alcançar seu pico. Apesar disso, o SGB aponta que os níveis não devem superar o recorde histórico de 20,86 metros, registrado em 2021.

Atualmente, 20 municípios do Amazonas estão em situação de emergência, incluindo São Paulo de Olivença e Jutaí, que tiveram seus status elevados recentemente. Outros 37 municípios permanecem em alerta, enquanto três estão em estado de atenção.

Fenômenos climáticos explicam cheia intensa

Especialistas indicam que a cheia em 2025 é resultado de dois fatores principais:

  • O Inverno Amazônico, que trouxe chuvas acima da média e deve continuar até o fim de maio.
  • O La Niña, fenômeno que resfriou as águas do Pacífico Equatorial e aumentou a intensidade das chuvas na região antes de terminar em abril.

“Desde fevereiro, toda a bacia amazônica registrou volumes de chuva acima do normal”, explicou o meteorologista Leonardo Vergasta.

Com a subida rápida dos rios, moradores e autoridades permanecem em alerta, buscando medidas para minimizar os prejuízos e garantir suporte às comunidades afetadas.

Fonte: G1

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