Política e Economia

Foto: Arquivo/Secom
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Governo intensifica ações emergenciais em saúde, educação e segurança alimentar para atender populações atingidas

A rotina de milhares de famílias amazonenses segue marcada pela cheia dos rios, que neste domingo (15) já havia afetado mais de 106 mil famílias em diferentes regiões do estado. Segundo o boletim divulgado pelo Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, aproximadamente 425 mil pessoas estão sendo impactadas diretamente pelos alagamentos.

De acordo com a Defesa Civil, 36 municípios estão em Situação de Emergência, enquanto outros 22 estão em Alerta. Apenas três cidades permanecem com o status de normalidade. A previsão é que os picos da cheia nas calhas dos rios ocorram em momentos distintos, entre março e julho.

Desde abril, quando teve início a Operação Cheia 2025, o Governo do Estado já distribuiu 290 toneladas de cestas básicas, 800 caixas d’água, copos de água potável, kits de purificação da água e uma Estação de Tratamento Móvel para os municípios mais afetados, como Manicoré, Apuí, Borba e Boca do Acre.

“Estamos levando apoio para onde o acesso é difícil, para quem realmente precisa. Essas ações são prioridade para o Governo do Estado neste momento crítico”, destacou o governador Wilson Lima, durante visita a comunidades alagadas.

Em quatro municípios – Anamã, Itacoatiara, Novo Aripuanã e Uarini – 443 estudantes foram impactados pela subida das águas. Para garantir o ano letivo, a Secretaria de Educação mantém o ensino por meio do programa “Aula em Casa”, que permite o acompanhamento das aulas de forma remota.

Em Anamã, um dos municípios mais atingidos, a assistência médica ganhou reforço com o envio de uma balsa adaptada como hospital, além do Barco Hospital São João XXIII, que presta atendimento à população ribeirinha.

Outros sete municípios receberam kits de medicamentos e insumos hospitalares, beneficiando mais de 35 mil pessoas. Para Manicoré, foi entregue uma nova usina de oxigênio, com capacidade de produção quase triplicada em relação à anterior.

A cidade de Apuí, que também decretou emergência, recebeu cilindros de oxigênio, medicamentos e materiais hospitalares, como forma de garantir o funcionamento pleno da rede de saúde local.

O trabalho de vigilância é feito em tempo real pelo Centro de Monitoramento e Alerta da Defesa Civil, que acompanha o comportamento dos rios e emite alertas de risco. A expectativa é que o nível das águas comece a baixar nos próximos meses, mas enquanto isso, as ações de apoio às famílias seguem como prioridade.

A cheia de 2025 já é considerada uma das mais impactantes dos últimos anos, especialmente por atingir populações vulneráveis em áreas de difícil acesso. Para essas pessoas, a resposta rápida do poder público pode representar o que há de mais essencial: segurança, saúde e dignidade em meio à crise.

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