Previsão é que pico da cheia ocorra em 14 de junho; Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins já ultrapassaram cotas de alerta
O nível dos rios no Amazonas não deve superar os recordes da cheia histórica de 2021, segundo o 2º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2025, divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). No entanto, o órgão alerta que cidades como Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins já atingiram ou ultrapassaram as cotas de inundação, com alta probabilidade de registrarem inundações severas.
O pico da cheia é esperado para 14 de junho, e as previsões mostram que os níveis devem ficar entre 0,67m e 1,11m abaixo dos recordes de 2021. Ainda assim, os pesquisadores alertam para os impactos nos municípios.
“A cheia já é de grande magnitude. A probabilidade de ultrapassar a cota de inundação severa é alta em algumas localidades”, afirmou André Martinelli, pesquisador de geociência do SGB.
Previsões por município:
Manaus – Rio Negro
- Cota atual: 27,63 m
- Previsão no pico: 28,91 m
- Chances de inundação severa: 42%
- Recorde de 2021: 30,02 m
- Inundação severa: 29,00 m
- Inundação: 27,50 m
- Alerta: 27,00 m
Manacapuru – Rio Solimões
- Cota atual: 18,36 m
- Previsão no pico: 19,63 m
- Chances de inundação severa: 53%
- Recorde de 2021: 20,86 m
- Inundação severa: 19,60 m
- Inundação: 18,20 m
- Alerta: 17,70 m
Itacoatiara – Rio Amazonas
- Cota atual: 13,86 m
- Previsão no pico: 14,53 m
- Chances de inundação severa: 94%
- Recorde de 2021: 15,20 m
- Inundação severa: 14,20 m
- Inundação: 14,00 m
- Alerta: 13,50 m
Parintins – Rio Amazonas
- Cota atual: 8,16 m
- Previsão no pico: 8,64 m
- Chances de inundação: 83%
- Recorde de 2021: 9,47 m
- Inundação severa: 9,30 m
- Inundação: 8,43 m
- Alerta: 8,00 m
Apesar de os níveis previstos estarem abaixo dos recordes, o risco de danos causados por alagamentos é significativo, principalmente em áreas mais vulneráveis.



