Construtora Soberana foi chamada após sucessivas desclassificações; contrato estimado em R$ 210,6 milhões prevê repavimentação de 36,5 km
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) deu mais um passo no processo de contratação das obras de repavimentação de 36,5 km do Trecho do Meio da BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. Nesta segunda-feira (15), a autarquia convocou a Construtora Soberana, sediada em Manaus, para apresentar a documentação de habilitação exigida pelo edital.
O contrato tem valor estimado em R$ 210,6 milhões e integra os esforços de recuperação da principal ligação terrestre entre o Amazonas e o restante do país. A convocação ocorre após uma série de desclassificações de concorrentes durante a fase de análise documental.
Histórico do processo
- Cinco empresas já foram eliminadas da disputa.
- A primeira habilitada, LCM Construção e Comércio S.A., de Belo Horizonte, apresentou proposta de R$ 144,3 milhões, mas recurso administrativo levou à reabertura da fase de julgamento.
- A segunda colocada, Progressus Construção e Comércio, de Boa Vista, não apresentou documentação dentro do prazo.
- Outras empresas, como Vitória Engenharia e Navegação Ltda., Construteq Construções e Serviços e Madecon Engenharia, também foram inabilitadas.
- A Madecon, de Porto Velho, foi a última desclassificada por não atender exigências técnicas, abrindo espaço para a convocação da Construtora Soberana, que ofertou R$ 158,036 milhões.
Importância estratégica
A BR-319 é considerada estratégica para reduzir o isolamento terrestre do Amazonas, ampliar a competitividade econômica e facilitar o transporte de mercadorias entre estados da região Norte e o restante do país.
Debates ambientais
Apesar do apoio político e empresarial, a obra segue cercada por debates ambientais. Organizações alertam para riscos de desmatamento e ocupação desordenada ao longo da rodovia. O DNIT já enfrentou questionamentos judiciais que suspenderam temporariamente os certames, mas conseguiu retomar os processos após decisões favoráveis.
A expectativa é que a recuperação da BR-319 fortaleça o abastecimento regional, impulsione investimentos e contribua para o desenvolvimento econômico da Amazônia, ao mesmo tempo em que exige atenção aos impactos ambientais.



