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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Vírus Sincicial Respiratório e Influenza estão entre os mais perigosos, alerta a Fiocruz

Com a proximidade do inverno, o Brasil registra um crescimento acelerado dos casos de doenças respiratórias, especialmente entre os idosos. Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que a influenza A já supera a covid-19 como principal causa de mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nessa faixa etária.

Os vírus Sincicial Respiratório (VSR) e Influenza, altamente contagiosos, estão entre os mais perigosos e podem provocar complicações severas em pessoas com mais de 60 anos, principalmente aquelas com comorbidades.

Até o início de maio, foram registrados 24.571 casos de hospitalização por SRAG no país. Segundo o Boletim InfoGripe, 50% dos casos nas últimas quatro semanas foram causados pelo VSR, que também foi responsável por 11% das mortes no período.

O presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Alberto Chebabo, alerta para os riscos:

“Com o avanço da idade, o sistema imunológico se torna menos eficaz no combate a infecções. Isso faz com que os idosos sejam mais suscetíveis a quadros graves, como os causados pelo VSR, que antes era mais associado a bebês e crianças”, explica.

Risco agravado por comorbidades

Doenças como cardiopatias, DPOC, asma, diabetes e insuficiência renal aumentam ainda mais o risco de complicações. De acordo com a Fiocruz, a taxa de letalidade por VSR em idosos chegou a 26% entre 2013 e 2023 — índice 20 vezes maior do que em crianças.

Para quem tem insuficiência cardíaca, o risco de ser hospitalizado por VSR pode ser 33 vezes maior do que entre idosos saudáveis.

Mesmo após a recuperação, as consequências podem ser duradouras. Estima-se que um em cada três idosos internados por vírus respiratórios relata perda de autonomia nas atividades do dia a dia.

Vacinação é fundamental

A vacinação é considerada uma das principais estratégias para reduzir hospitalizações e mortes. Além dela, o infectologista reforça outros cuidados:

“Medidas que aprendemos na pandemia continuam fundamentais: lavar as mãos, usar máscara se estiver com sintomas, manter ambientes ventilados e evitar contato com pessoas gripadas”, orienta Chebabo.

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