Moeda americana sobe 1,84% no Brasil, enquanto mercados europeus e asiáticos registram fortes quedas após retaliação chinesa a tarifas dos EUA
O dólar à vista abriu em forte alta nesta sexta-feira (4), revertendo as perdas da sessão anterior, em um cenário de turbulência nos mercados globais. Às 9h46, a moeda norte-americana subia 1,84%, cotada a R$ 5,7325 na venda, após chegar a valorizar mais de 2% no início do pregão. O movimento ocorre em meio à escalada da tensão comercial entre Estados Unidos e China, que anunciou a imposição de tarifas recíprocas de 34% sobre produtos americanos a partir de 10 de abril.
O Banco Central brasileiro fará nesta sessão um leilão de até 20.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 2 de maio de 2025, em meio à volatilidade do mercado. Na quinta-feira (3), o dólar havia fechado em baixa de 1,18%, a R$ 5,6290 – seu menor patamar desde 16 de outubro de 2022.
Mercados globais em alerta
As bolsas europeias operavam em forte queda, com o índice pan-europeu Stoxx 600 recuando 4,42% às 9h44 (horário de Brasília), após já ter registrado queda de 2,57% na véspera. Na Ásia, o cenário não foi diferente: o Nikkei caiu 2,75% em Tóquio, fechando no menor nível desde agosto de 2022, com setores de chips e financeiros liderando as perdas.
Os futuros de Wall Street também sinalizavam mais um dia de turbulência, com recuos de 2,75% no S&P 500, 3,04% no Nasdaq 100 e 2,73% no Dow Jones. Na quinta-feira, os principais índices americanos haviam registrado suas maiores quedas diárias desde 2020, com o S&P 500 caindo 4,8% e o Nasdaq despencando cerca de 6%.
Setor bancário sob pressão
O temor de uma recessão global tem afetado especialmente o setor financeiro, com ações de bancos japoneses registrando as piores perdas semanais em pelo menos 40 anos. Instituições americanas e europeias também enfrentam pressão, em um movimento que lembra a crise financeira de 2008.
Enquanto os investidores buscam refúgio em ativos mais seguros, os dados de emprego dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta sexta, são aguardados com atenção para avaliar os próximos passos da economia global. O cenário de incerteza deve manter os mercados em alerta nas próximas sessões.



