Política e Economia

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Moeda norte-americana caiu para R$ 5,86 nesta quarta (16), em meio a tensões comerciais e incertezas sobre juros nos EUA

O dólar fechou em queda nesta quarta-feira (16), cotado a R$ 5,86, com os investidores atentos à escalada da guerra comercial entre Estados Unidos e China e à nova declaração do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, sobre os impactos da política tarifária norte-americana.

A movimentação cambial reflete a preocupação do mercado com o agravamento das tensões entre as duas maiores economias do mundo. Na terça-feira (15), a Casa Branca anunciou, sem aviso prévio, tarifas de até 245% sobre produtos chineses. Embora o governo norte-americano tenha sinalizado abertura para negociação, indicou que a iniciativa deve partir de Pequim.

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Li Jian, declarou nesta quarta que os EUA precisam abandonar ameaças e chantagens se quiserem negociar de forma efetiva. A retórica mais dura dos dois lados elevou o tom da disputa tarifária.

No mesmo dia, Jerome Powell afirmou que o aumento das tarifas anunciado por Donald Trump superou as expectativas e pode prejudicar a capacidade do Fed de conter a inflação. Segundo ele, o banco central norte-americano está em compasso de espera e observará os próximos desdobramentos antes de decidir sobre eventuais cortes ou elevações nos juros.

“O Fed está esperando para ver como as coisas vão se desenrolar antes de tomar qualquer tipo de medida em relação às taxas [de juros]”, disse Powell.

Embora o mercado ainda projete corte de juros nos EUA em 2025, o risco de alta inflacionária causado pela guerra tarifária pode levar o Fed a seguir caminho oposto, o que impactaria diretamente países emergentes, como o Brasil.

Com juros mais altos nos EUA, o dólar tende a se valorizar globalmente, já que os títulos públicos americanos se tornam ainda mais atrativos.

Além da movimentação cambial, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira (B3), também fechou em queda, refletindo a instabilidade nos mercados internacionais e a cautela dos investidores frente ao cenário externo incerto.

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