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Foto: Guilherme Pinto /Semulsp
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Estrutura instalada na zona Sul de Manaus reteve resíduos e até animais mortos; cidade já soma 14 barreiras ambientais

Em apenas sete dias de funcionamento, a nova ecobarreira instalada no bairro Educandos, na zona sul de Manaus, impediu que cerca de 40 toneladas de lixo chegassem ao Rio Negro. Os resíduos foram recolhidos por equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp).

A barreira foi instalada no último dia 13 de fevereiro, e a primeira grande limpeza ocorreu na sexta-feira (20). O ponto escolhido é considerado crítico: a estrutura fica em uma área que recebe as águas do igarapé do 40, do São Francisco e do Mestre Chico — cursos d’água que, especialmente no período chuvoso, arrastam grande volume de resíduos descartados de forma irregular.

Animais mortos entre os resíduos

Em apenas uma semana, o cenário encontrado pelas equipes foi de sacolas plásticas, garrafas, restos de móveis, entulho e até animais mortos. Três cadáveres de animais domésticos — dois gatos e um cachorro — foram recolhidos e encaminhados ao crematório municipal.

A ecobarreira funciona como uma espécie de “linha final de defesa”. Embora não impeça o descarte irregular nos igarapés, o sistema intercepta o material transportado pela correnteza antes que ele alcance o rio Negro. Após a retenção, os resíduos são retirados por equipes operacionais e levados ao aterro sanitário para destinação adequada.

14 barreiras na cidade

Com a nova estrutura, Manaus passa a contar com 14 ecobarreiras distribuídas em áreas estratégicas. Somente em janeiro, o conjunto dessas barreiras reteve 378 toneladas de resíduos que, sem o sistema, teriam seguido para o rio.

O resultado da primeira semana no Educandos evidencia a dimensão do problema do descarte irregular na capital. Se por um lado a barreira impede que toneladas de lixo avancem pelas águas, por outro revela a necessidade de ampliar ações de conscientização e reforçar a fiscalização para reduzir a poluição nos igarapés da cidade.

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