Estado mantém 47 municípios em situação de emergência e outros 15 em alerta; boletim também aponta piora na qualidade do ar em cidades do interior
Mais de 146 mil famílias foram afetadas pela estiagem no Amazonas, segundo boletim divulgado pelo governo estadual neste domingo (1º). Ao todo, 47 municípios permanecem em situação de emergência e outros 15 estão em alerta devido à seca dos rios. De acordo com a Defesa Civil, são 146.425 famílias atingidas em todo o estado.
Entre os municípios em situação de emergência estão Manaquiri, Manacapuru, Parintins, Maués, Tefé, Lábrea e Boca do Acre. Manaus está entre as cidades classificadas em situação de alerta.
O boletim também aponta problemas na qualidade do ar em diferentes regiões do estado. Na manhã deste domingo, Parintins registrou a pior classificação, considerada péssima.
Outros 11 municípios apresentaram índices entre ruim e muito ruim: Autazes, Barreirinha, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Manaus, Maués, Nova Olinda do Norte, São Sebastião do Uatumã, Silves e Urucurituba. Em outras 25 cidades, a qualidade do ar foi classificada como moderada.
Governo amplia distribuição de ajuda
No dia 27 de outubro, o governo estadual enviou mais de 13 toneladas de alimentos para Anamã e Rio Preto da Eva. Juntos, os municípios devem receber 670 cestas básicas, 400 kits de limpeza e 200 caixas d’água com capacidade para 500 litros.
Com a entrega, a primeira fase da Operação Estiagem 2026 alcançou 15 municípios. Até o momento, foram distribuídas 4,8 mil cestas básicas, o equivalente a aproximadamente 96 toneladas de alimentos, além de 3,4 mil kits de limpeza e 3.060 caixas d’água de 500 litros.
Também foram enviados três reservatórios com capacidade para 5 mil litros e 18 kits purificadores de água.
Operação mobiliza 1,5 mil profissionais
O Amazonas mantém ações de prevenção e combate às queimadas e aos efeitos da estiagem em parceria com o governo federal. Cerca de 1,5 mil profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuam na operação, com apoio de 18 aeronaves: 16 do governo federal e duas do estadual.
A estrutura inclui oito aviões Air Tractor, dois KC-390 e oito helicópteros. O governo também contratou mais 153 brigadistas florestais por meio do programa Floresta em Pé.
As ações envolvem fiscalização ambiental, monitoramento de incêndios e distribuição de veículos e equipamentos. Entre as operações em andamento estão a Tamoiotatá, que atua em 13 municípios; a Amazonas+Verde, com atividades em 33 cidades; e a Alerta Fogo, voltada à fiscalização do uso ilegal do fogo.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), entre 1º de junho e 31 de outubro foram registradas 3.942 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais. No mesmo período, as equipes combateram 24.439 focos de incêndio no estado, sendo 4.750 em Manaus e 19.689 no interior.
Uso do fogo está proibido por 120 dias
Como medida preventiva, o governo estadual proibiu o uso do fogo por 120 dias em todo o Amazonas, com exceção das situações previstas em lei.
Também foi decretada situação de emergência por 180 dias nas áreas afetadas por incêndios florestais e em todo o estado devido à estiagem.
As medidas incluem atividades de educação ambiental, que alcançaram mais de 43 mil pessoas entre junho e agosto, além do monitoramento de focos de calor por imagens de satélite.



