De janeiro a setembro, mais de 34 mil pessoas se tornaram microempreendedoras no estado; setor de serviços lidera os registros, segundo a Jucea
O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Amazonas cresceu 24% entre janeiro e setembro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo dados da Junta Comercial do Estado (Jucea), foram registradas 34.348 novas formalizações, contra 27.648 em 2024. O setor de serviços segue como o principal motor desse avanço.
Histórias como a da empreendedora Aglaudir Almeida, de Manaus, ajudam a explicar esse movimento. Depois de anos vendendo roupas de forma informal, ela decidiu recomeçar o próprio negócio e se formalizou como MEI em junho deste ano.
“Eu já tive loja por sete anos, parei por falta de capital, mas continuei vendendo de casa. Agora, com fé, consegui abrir esse cantinho de novo e formalizei o MEI pra crescer e planejar as vendas de fim de ano”, contou Aglaudir.
Com o CNPJ, ela passou a comprar diretamente de fornecedores e a ter mais controle sobre as vendas. “Ter o MEI muda tudo. A gente passa a ter mais segurança, pode comprar melhor, vender melhor e até sonhar mais alto”, completou.
Segundo o diretor de Empreendedorismo Digital da Jucea, Caio Augustus Fernandes, a digitalização do processo de abertura tem sido essencial para facilitar a formalização.
“Hoje, tudo pode ser feito online, tanto para abrir quanto para transformar o MEI em outro tipo de empresa. Também oferecemos orientação, com apoio do Sebrae, para que o empreendedor saiba como começar e manter o negócio em dia”, explicou.
📊 Abertura de MEIs no Amazonas
- 2024: 27.648
- 2025: 34.348
O MEI garante benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e acesso a crédito com juros mais baixos. “É a porta de entrada para a formalização e o primeiro passo para quem quer ter um negócio regular e contribuir com a economia”, destacou Caio.
📈 Por que tanta gente está se formalizando?
De acordo com o economista Marcelo Salum, o crescimento dos MEIs no Amazonas é resultado de três fatores principais:
- Busca por autonomia e flexibilidade no trabalho, especialmente após a pandemia;
- Facilidade de formalização com o processo digital e menos burocracia;
- Expansão do setor de serviços, que lidera os registros no estado.
“Há uma grande procura por melhorar a renda. O MEI permite acesso a benefícios do INSS e a serviços bancários, o que dá mais segurança para quem empreende”, afirmou o economista.
Apesar do avanço, o estado também registrou mais de 15 mil encerramentos de MEIs neste ano, especialmente nos setores de comércio e serviços, com destaque para lojas de roupas e cosméticos. Manaus, Itacoatiara e Parintins concentram a maioria das baixas.
Ainda assim, histórias como a de Aglaudir mostram que a formalização continua sendo um caminho de esperança.
“Eu acredito que quando a gente trabalha com fé e organização, as coisas acontecem. Não dá pra parar. Tem que seguir e acreditar no que Deus coloca na nossa mão”, disse.


