Semhaf alerta que nenhum programa habitacional exige pagamento e orienta vítimas a registrarem Boletim de Ocorrência
Falsas promessas de benefícios habitacionais estão sendo utilizadas como isca por golpistas para enganar moradores de Manaus. A Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Semhaf) emitiu um alerta oficial após identificar casos de pessoas abordadas com pedidos de pagamento para “garantir vaga”, agilizar atendimento ou liberar supostos benefícios.
A Semhaf reforça que nenhum programa habitacional da cidade exige pagamento em qualquer etapa — seja inscrição, análise, vistoria ou entrega de unidade. Servidores, parceiros e terceiros não estão autorizados a solicitar depósitos, transferências, “taxas administrativas” ou valores antecipados. Qualquer pedido desse tipo, destaca o órgão, configura crime.
De acordo com a secretaria, equipes técnicas e sociais realmente realizam visitas às casas das famílias inscritas, etapa necessária para verificar vulnerabilidade e prioridade no atendimento. No entanto, esses profissionais não têm autorização para pedir dinheiro em hipótese alguma. Abordagens desse tipo, por telefone ou presencialmente, são tentativa de golpe.
O alerta foi emitido após moradores relatarem ter recebido mensagens e visitas de supostos agentes oferecendo facilidades em troca de pagamento. A orientação da Semhaf é clara: desconfie de qualquer pedido de dinheiro e registre imediatamente um Boletim de Ocorrência na Polícia Civil.
Para participar dos programas habitacionais, as inscrições podem ser feitas exclusivamente nos canais oficiais:
- SIMHAB: simhab.manaus.am.gov.br
- Atendimento presencial: sede da Semhaf, na avenida Constantino Nery, nº 200, de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.
Todas as etapas são gratuitas, seguem critérios técnicos e são acompanhadas por equipes qualificadas. A secretaria reforça que qualquer solicitação de pagamento não tem relação com servidores ou processos legais e representa uma tentativa de fraude.
O aviso busca proteger famílias em situação de vulnerabilidade — público prioritário das políticas habitacionais — contra criminosos que se aproveitam da necessidade e da falta de informação para aplicar golpes.



