Ciência e Tecnologia

Foto: Patrick Marques/g1 AM
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Fogo atinge terreno no Distrito Industrial 2, mantém fumaça sobre a região e responsável pela área é multada em R$ 5,5 milhões pelo Ipaam

Um incêndio que atinge uma área de descarte de resíduos no Distrito Industrial 2, na Zona Leste de Manaus, já dura mais de 24 horas. As chamas começaram por volta das 15h de terça-feira (6), em um terreno localizado na avenida dos Oitis, e ainda deixavam focos ativos no fim da tarde desta quarta-feira (7).

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) permaneciam no local para combater os pontos onde o fogo ainda não havia sido completamente controlado. Apesar da redução da intensidade das chamas, uma grande quantidade de fumaça continuava concentrada sobre a área.

O incêndio atingiu mais de 15 mil metros quadrados do terreno. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo estava confinado e não havia risco de avanço para outras áreas.

Barro é usado para conter os focos

Além do trabalho dos bombeiros, um caminhão passou a despejar carradas de barro sobre os pontos onde ainda havia chamas. A estratégia ajuda a reduzir a intensidade do fogo e a controlar os focos entre os resíduos acumulados.

A grande quantidade de materiais no terreno dificulta o combate e mantém a necessidade de atuação das equipes. Até a manhã desta quarta-feira, mais de 150 mil litros de água já haviam sido utilizados na operação, que também contou com brigadistas e apoio de empresas instaladas na região.

A causa do incêndio ainda não havia sido determinada pelo Corpo de Bombeiros.

Fumaça piora qualidade do ar

A fumaça provocada pelo incêndio também contribuiu para a piora da qualidade do ar em Manaus. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apontavam, por volta das 19h desta quarta-feira, classificação considerada “péssima” em quatro pontos monitorados.

Outros oito locais apresentavam qualidade do ar classificada como “muito ruim”, enquanto um registrava condição “ruim” e outro estava na faixa “moderada”.

Os bairros Compensa, Centro, Petrópolis e Morro da Liberdade estavam entre os pontos com situação mais crítica. No bairro Petrópolis, a concentração de partículas chegou a 145,8 microgramas por metro cúbico (µg/m³).

Segundo a escala utilizada pelo sistema, a qualidade do ar é considerada boa quando a concentração de partículas fica entre 0 e 25 µg/m³. Acima desse intervalo, os níveis passam por classificações que variam de moderada a péssima.

Ipaam aplica multa de R$ 5,5 milhões

Uma fiscalização realizada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) nesta quarta-feira identificou materiais que, segundo o órgão, não estavam autorizados para descarte no terreno.

Durante a inspeção, foram encontrados pneus, plásticos e materiais com resíduos de óleo e tinta. De acordo com o Ipaam, a licença ambiental da área permitia apenas o recebimento de resíduos inertes provenientes da construção civil.

O instituto aplicou uma multa de R$ 5,555 milhões à responsável pelo local. Além da poluição atmosférica provocada pela fumaça, o órgão informou que ainda vai avaliar possíveis impactos ambientais decorrentes do incêndio, incluindo eventual contaminação do solo e da água subterrânea.

A responsável pela área tem prazo de até 20 dias para apresentar defesa administrativa ou efetuar o pagamento da multa.

Você também pode gostar

Editorias