Política e Economia

Foto: Divulgação
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Média de indeferimentos cresceu cerca de 70% em relação a 2025; especialistas orientam segurados sobre recursos e documentação

Mais de 668 mil pedidos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram negados, em média, por mês entre janeiro e maio de 2026. O número representa aumento de aproximadamente 70% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média mensal ficou em torno de 395 mil indeferimentos.

As negativas atingem pedidos de aposentadorias, auxílios e pensões. Segundo especialistas, porém, ter um benefício negado pelo INSS não significa necessariamente que o segurado não tenha direito ao pagamento.

O que fazer após a negativa do INSS?

O primeiro passo é consultar a decisão do instituto no aplicativo ou site Meu INSS e identificar o motivo do indeferimento.

De acordo com o advogado Mario Vianna, especialista em Direito Previdenciário, o segurado deve verificar se todos os documentos e informações apresentados foram considerados na análise.

Entre os motivos que podem levar à negativa estão falta de documentação, inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) e problemas na comprovação dos requisitos exigidos para o benefício.

A orientação é evitar fazer um novo pedido imediatamente sem antes entender o motivo da decisão. Dependendo da situação, o segurado pode apresentar recurso administrativo.

Recurso pode ser feito pelo Meu INSS

O recurso administrativo pode ser apresentado pelo próprio Meu INSS e encaminhado ao Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS).

Em regra, o prazo para recorrer é de 30 dias a partir da ciência da decisão. Por isso, é importante que o segurado acompanhe o processo e não deixe passar o período estabelecido.

Antes de recorrer, também é recomendado reunir documentos que possam comprovar o direito ao benefício e corrigir eventuais informações incorretas no cadastro.

CNIS deve ser conferido antes do pedido

O Cadastro Nacional de Informações Sociais reúne dados sobre vínculos empregatícios e contribuições previdenciárias. Informações incorretas ou períodos ausentes podem dificultar a análise do benefício.

Carteira de trabalho, comprovantes de contribuição, documentos sobre atividade rural e registros de atividades especiais podem ser importantes para comprovar períodos que não aparecem corretamente no sistema.

Por isso, a recomendação é conferir o CNIS sempre que possível antes de solicitar a aposentadoria ou outro benefício. A verificação permite identificar inconsistências e providenciar documentos para corrigi-las.

Quando é possível procurar a Justiça?

Caso o recurso administrativo não resolva a situação ou o benefício tenha sido negado mesmo diante de documentos que comprovem o direito, o segurado pode avaliar a possibilidade de buscar a Justiça.

Segundo o especialista, a ação judicial precisa ser acompanhada de provas que demonstrem o cumprimento dos requisitos para receber o benefício.

A documentação pode incluir registros de trabalho, contribuições e outros comprovantes relacionados ao período ou à condição que fundamenta o pedido.

Segurado não deve desistir na primeira negativa

A recomendação diante de um indeferimento é analisar a decisão, conferir o CNIS, reunir os documentos necessários e observar os prazos para recurso.

Cada situação previdenciária possui regras específicas. Por isso, quando houver dúvidas sobre a decisão ou sobre os documentos exigidos, o segurado pode buscar orientação especializada para avaliar se é mais adequado apresentar um recurso administrativo ou recorrer à Justiça.

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