Ciência e Tecnologia

Foto: Arquivo/Ipaam
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Monitoramento avançado fortalece fiscalização ambiental no estado

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) registrou uma redução de 21,09% na área desmatada em maio de 2025, totalizando 9.649 hectares, frente aos 12.229 hectares no mesmo período de 2024. Os alertas de desmatamento também caíram 38,05%, enquanto os focos de calor tiveram uma diminuição de 37,5%.

Os dados fazem parte do Programa Brasil Mais, desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que utiliza imagens de satélite para monitoramento preciso.

O Ipaam intensificou ações de vigilância ambiental, contando com o Centro de Monitoramento Ambiental e Áreas Protegidas (CMAAP), que utiliza painéis digitais para acompanhamento diário do desmatamento e queimadas em cada município do Amazonas.

A coordenadora do CMAAP, Priscila Carvalho, destacou a importância da cooperação entre órgãos ambientais e as Forças de Segurança para garantir proteção à floresta e redução dos índices de degradação. Segundo ela, nem todo foco de calor representa uma queimada criminosa, podendo ser consequência de processos naturais ou queimadas controladas.

Os municípios que mais sofreram desmatamento em maio foram Apuí (4.015 hectares), Lábrea (1.342 hectares) e Novo Aripuanã (851 hectares). Já os maiores registros de focos de calor foram em Manicoré (14 ocorrências), Autazes (3) e Iranduba (2).

O desmatamento ilegal pode gerar multas de até R$ 5 mil por hectare e dobrar em casos de uso de fogo. Áreas desmatadas também podem ser embargadas, com apreensão de equipamentos. Queimadas não autorizadas em áreas agrícolas podem resultar em multas de R$ 3 mil por hectare.

O Ipaam disponibiliza o contato da Gerência de Fiscalização Ambiental (Gefa) para denúncias pelo WhatsApp (92) 98557-9454. As operações continuam em diversas regiões do Amazonas para combater atividades ilegais e preservar o equilíbrio ambiental.

Você também pode gostar

Editorias