Número de denúncias de violência contra mulheres também cresceu e média diária chega a 425 casos
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, do Ministério das Mulheres, registrou 1.088.900 atendimentos em 2025, uma média de quase 3 mil por dia. O número representa um aumento de 45% em relação ao ano anterior.
Do total, foram contabilizadas 155.111 denúncias de violência contra mulheres, alta de 17,4%. Isso equivale a uma média diária de 425 registros. Além das denúncias, o serviço também presta orientações sobre direitos, rede de proteção e políticas públicas.
A maioria dos casos ocorre dentro de casa. Cerca de 70% das denúncias apontam o ambiente doméstico como local da violência, sendo 40,7% na residência da vítima e 28,5% em imóveis compartilhados com o agressor.
Os dados mostram ainda que a violência costuma ser recorrente. Em 31,8% dos casos, as agressões acontecem diariamente, e em mais de 20% das situações as vítimas convivem com a violência há mais de um ano.
O levantamento aponta que 66,3% das denúncias foram feitas pelas próprias vítimas. Outras foram registradas de forma anônima ou por terceiros, como familiares e vizinhos.
Entre os tipos de violência, a psicológica é a mais frequente, representando quase metade dos registros, seguida pela violência física. Também aparecem casos de violência patrimonial, sexual e até situações de cárcere privado.
O perfil das vítimas indica maior incidência entre mulheres de 26 a 44 anos. Mulheres negras (pretas e pardas) concentram mais de 43% das denúncias.
Outro dado que chama atenção é o crescimento da chamada violência vicária, quando o agressor usa filhos ou pessoas próximas para atingir a vítima. Em 2025, foram mais de 7 mil registros desse tipo.
Regionalmente, o Sudeste concentra quase metade das denúncias, seguido pelo Nordeste. A Região Norte responde por cerca de 6% dos casos.
No primeiro trimestre de 2026, os registros continuam em alta, com crescimento de 23% nas denúncias em relação ao mesmo período do ano passado.
O Ligue 180 funciona gratuitamente, 24 horas por dia, e pode ser acionado por telefone, WhatsApp ou e-mail. Também é possível denunciar casos em delegacias, especialmente nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, além dos números 190 e Disque 100.



