Ciência e Tecnologia

Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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Problema ambiental e de saúde pública preocupa moradores de Benjamin Constant

O descarte irregular de lixo no vilarejo peruano de Islândia, conhecido como a “Veneza peruana”, está formando um lixão a céu aberto na floresta amazônica e contaminando as águas do Rio Javari, que deságuam em território brasileiro.

Pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) identificaram altos níveis de coliformes fecais em pontos próximos à cidade de Benjamin Constant, no Amazonas, indicando risco à saúde pública.

O que dizem as autoridades

A Prefeitura de Benjamin Constant afirma que o problema persiste há cerca de 20 anos, mas que não pode receber resíduos de uma cidade estrangeira sem autorização do governo federal.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que Brasil e Peru mantêm um grupo de trabalho para discutir ações na região de fronteira e que o lixão de Islândia será incluído na pauta da próxima reunião.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) já realizou fiscalizações e notificou prefeituras locais sobre o descarte irregular, encaminhando relatórios técnicos às autoridades federais.

O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) anunciou que instaurará um procedimento próprio para apurar os fatos e buscar medidas para mitigar os danos à saúde da população.

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