Trânsito e Transporte

Foto: CMA/Divulgação
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Ministério Público Federal quer ação coordenada entre União, Anac, Ibama, ICMBio e estados da região; número de aeródromos irregulares cresceu 13% em um ano

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça Federal, nesta segunda-feira (15), a criação de um plano de ação e fiscalização urgente para coibir o uso de pistas de pouso clandestinas em garimpos ilegais nos estados do Amazonas, Rondônia e Roraima. O pedido foi encaminhado ao 2º Ofício da Amazônia Ocidental, especializado no combate à mineração ilegal.

Segundo o MPF, essas pistas são estruturas essenciais para a continuidade da atividade garimpeira em áreas de difícil acesso, como terras indígenas e unidades de conservação. Aviões e helicópteros são usados para transportar garimpeiros, combustíveis, insumos e escoar ouro e outros minerais extraídos ilegalmente.

✈️ Crescimento alarmante

Dados levantados pelo MPF mostram que:

  • Em 2024, foram identificados 749 aeródromos irregulares na região
  • Em abril de 2025, o número subiu para 844, um aumento de quase 13% em apenas um ano
  • 175 pistas estão localizadas em terras indígenas

🛑 Falhas e omissões

O MPF aponta diversas falhas:

  • Ausência de fiscalização contínua
  • Omissão na aplicação de sanções
  • Não destruição das pistas ilegais

A Anac reconheceu que algumas pistas são usadas em crimes ambientais, mas alegou não ter competência para destruí-las. A FAB afirmou que a destruição de aeronaves só seria possível com regulamentação específica. Órgãos ambientais também relataram limitações operacionais.

🗺️ Plano de ação proposto

O plano deve ser elaborado e executado por:

  • União
  • Anac
  • Ibama
  • ICMBio
  • Ipaam (AM)
  • Femarh (RR)
  • Governo de Rondônia

A proposta inclui:

  • Fiscalização e repressão coordenada
  • Responsabilização administrativa
  • Controle do uso de aeronaves no apoio à mineração ilegal
  • Destruição de pistas clandestinas com base legal

O MPF reforça que a situação compromete não apenas o meio ambiente, mas também os direitos de populações tradicionais e a soberania nacional sobre recursos estratégicos.

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