Ação gratuita oferece exames preventivos, testes rápidos e atendimentos básicos em diferentes territórios da capital
O Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP) realiza, ao longo deste mês de janeiro, uma série de mutirões de saúde gratuitos voltados a comunidades indígenas urbanas de Manaus. A iniciativa busca ampliar o acesso a exames preventivos, serviços essenciais de saúde e ações de vigilância em territórios marcados por múltiplas vulnerabilidades sociais.
As atividades acontecem entre os dias 19 e 29 de janeiro e integram um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas e a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus. A participação é aberta a pessoas a partir de 18 anos, mediante apresentação de documento oficial de identificação.
Os atendimentos ocorrerão em diferentes pontos da cidade. Entre os dias 19 e 22, e novamente nos dias 28 e 29 de janeiro, as ações serão realizadas na USF Amazonino Mendes. Já entre 23 e 26 de janeiro, o mutirão acontece na USF Carmen Nicolau. No dia 27, a equipe atenderá diretamente a Comunidade Nova Vida, território indígena urbano da capital.
Durante os mutirões, a população terá acesso gratuito a testes para tuberculose, testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites B e C, raio-X de tórax, além de avaliação nutricional com bioimpedância, verificação da pressão arterial e medição da glicemia. As atividades são desenvolvidas em articulação com lideranças indígenas e Agentes Indígenas de Saúde (AIS), respeitando as especificidades culturais e fortalecendo uma abordagem territorializada e intercultural.
O projeto pretende alcançar mais de dez comunidades indígenas urbanas em Manaus, entre elas Fortaleza Kokama, Maynumá, Rei Davi, Wotchimaucu, Nova Vida, Bayaroá, Paixubal, Aliança com Deus, Agrovila Kokama e Wainá Park, além de outras comunidades em processo de pactuação.
Segundo a coordenadora do IRPP, Dra. Beatriz Duarte, a iniciativa vai além da oferta de exames e busca compreender os determinantes sociais da saúde a partir da vivência direta nos territórios.
“Quando atuamos em comunidades indígenas urbanas, lidamos diretamente com os efeitos das desigualdades sociais sobre a saúde. Estar nesses territórios e dialogar com lideranças e agentes indígenas permite compreender como moradia, renda, saneamento e alimentação impactam o adoecimento. O projeto nasce dessa escuta para produzir cuidado e gerar evidências que fortaleçam políticas públicas mais equitativas”, destacou.



