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Foto: Reprodução/Rede Amazônica
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Mais de 371 mil pessoas já foram afetadas, e previsão indica continuidade da elevação dos rios

O número de municípios em situação de emergência no Amazonas devido à cheia dos rios subiu para 36, segundo o relatório mais recente da Defesa Civil, divulgado nesta sexta-feira (6). Mais de 371 mil pessoas já foram afetadas pelo fenômeno, que deve continuar nos próximos meses.

Historicamente, o período de cheia no Amazonas começa na segunda quinzena de outubro, marcando o fim da seca. Em 2024, a estiagem atingiu níveis recordes em várias regiões do estado, e agora os rios seguem em processo de elevação. Segundo o Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, os picos da cheia devem ocorrer entre março e julho, dependendo da região.

Dos 62 municípios amazonenses, mais da metade já decretou situação de emergência. Além deles, 22 cidades estão em estado de alerta, Lábrea está em estado de atenção e três permanecem em situação de normalidade.

Em Santa Isabel do Rio Negro, uma das cidades em emergência, o nível do rio continua subindo e já atinge ruas e casas. Na sexta-feira (6), o Rio Negro chegou a 7,3 metros, segundo a Defesa Civil municipal. A principal rua de acesso ao porto está totalmente submersa, interrompendo o tráfego e dificultando o transporte local.

Para minimizar os impactos, a Defesa Civil está construindo pontes de madeira em áreas afetadas, garantindo o acesso das famílias. Inicialmente, três bairros devem receber essas estruturas emergenciais para facilitar a locomoção dos moradores.

A situação segue sendo monitorada pelas autoridades, e medidas de apoio às comunidades afetadas estão sendo implementadas para reduzir os danos causados pela cheia.

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