Deputado propõe audiência com Suframa e Sedecti para transformar crise internacional em oportunidade para a Zona Franca de Manaus
O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado Roberto Cidade (UB), quer aprofundar o debate sobre os efeitos do chamado “tarifaço do governo Trump” na economia do estado e, principalmente, na Zona Franca de Manaus (ZFM). Para isso, o parlamentar propôs uma audiência com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
A ideia é reunir deputados estaduais e os órgãos responsáveis pelo desenvolvimento da região para avaliar os riscos, mas também as oportunidades que surgem com o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a produtos asiáticos e europeus.
“Precisamos ser propositivos, ver o planejamento que tanto a Suframa quanto a Sedecti têm para este momento. A ZFM tem que sair na frente”, afirmou Roberto Cidade.
Segundo o deputado, a medida pode provocar uma movimentação estratégica de indústrias estrangeiras que, pressionadas pelas novas tarifas, buscarão alternativas para se instalar fora de seus continentes de origem. É aí que entra o Polo Industrial de Manaus (PIM).
Expansão e planejamento
Para atrair novos investimentos, Cidade também defende que o Polo Industrial seja expandido para os limites da rodovia AM-010. A proposta é avaliar, junto com a Suframa, o que precisa ser feito em termos de infraestrutura, logística e conectividade para que mais empresas possam operar na região.
“O Polo Industrial de Manaus tem batido recordes de produção, mas já não tem mais para onde crescer. Precisamos nos preparar agora, com boa energia, internet de qualidade e planejamento”, disse.
Geografia a favor do Amazonas
Na avaliação do deputado, além de um parque industrial em expansão, o Amazonas tem a seu favor a localização estratégica. Por estar mais próximo dos Estados Unidos, Manaus pode se tornar uma alternativa competitiva para indústrias que queiram fugir da guerra comercial entre grandes potências.
“Se soubermos aproveitar as oportunidades, a ZFM tem mais a ganhar do que a perder com esse tarifaço”, concluiu Cidade.
A proposta é que o debate envolva todos os agentes do setor industrial e produtivo do estado, com foco em medidas práticas para garantir que a Zona Franca continue sendo referência nacional em geração de empregos e desenvolvimento econômico sustentável.



