Trânsito e Transporte

Foto: Divulgação
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Estrutura será deslocada para o município em outubro e poderá apoiar o transporte de cargas durante o período de estiagem dos rios no Amazonas

O píer provisório flutuante do Grupo Chibatão recebeu autorização dos órgãos competentes para funcionar em Itacoatiara, no interior do Amazonas. A estrutura teve os processos concluídos junto à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Marinha do Brasil, Receita Federal e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

Com a estrutura física concluída e as autorizações obtidas, o píer deve ser deslocado e instalado em Itacoatiara durante o mês de outubro. A previsão é que a estrutura seja utilizada como alternativa logística durante o período de maior vazante dos rios, quando a redução do nível da água pode dificultar a navegação de grandes embarcações até Manaus.

O equipamento poderá atuar no transbordo e na baldeação de cargas, permitindo a transferência de mercadorias para embarcações com menor calado e contribuindo para a manutenção do abastecimento da indústria e do comércio do Amazonas.

A estratégia já foi utilizada em 2024, durante um dos períodos de estiagem mais severos registrados na região. Na ocasião, estruturas de transbordo em Itacoatiara foram utilizadas para auxiliar na movimentação de cargas destinadas a Manaus.

Segundo o diretor executivo do Grupo Chibatão, Jhony Fidelis, a antecipação da operação busca evitar que a redução da navegabilidade provoque impactos no abastecimento.

Para o executivo, a estrutura representa uma alternativa para garantir a continuidade do transporte de mercadorias em um cenário de baixa dos rios.

O píer provisório deve permanecer como uma alternativa caso as condições de navegabilidade exijam a transferência das operações para Itacoatiara. A definição do início efetivo das atividades dependerá do comportamento dos rios e das condições de navegação durante a estiagem.

A operação conta ainda com articulação junto a entidades do setor produtivo e órgãos públicos, entre eles o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

A instalação do píer ocorre em meio à preocupação com a vazante de 2026. A queda do nível dos rios pode afetar o transporte de contêineres e outros produtos que chegam ao Amazonas principalmente pelo modal hidroviário.

Você também pode gostar

Editorias