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Foto: Reprodução
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Peixe amazônico volta a ser capturado no Rio São Francisco, reforçando risco à fauna local

Mais um pirarucu gigante foi pescado no interior da Bahia, reforçando o alerta sobre a presença desse peixe amazônico fora de seu habitat natural. O exemplar, com 92 quilos e 2,15 metros de comprimento, foi capturado na Lagoa do Mucambo, no município de Malhada, no sudoeste do estado, na última segunda-feira (26/05).

O caso ocorre exatos 40 dias após outro pirarucu, de 80 quilos e 2,2 metros, ser pescado na mesma região, no Quilombo do Pau D’Arco, às margens do Rio São Francisco. A repetição dessas ocorrências indica que a espécie pode estar se espalhando por diferentes trechos da bacia.

O pirarucu (Arapaima gigas) é nativo da Amazônia e considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo, podendo chegar a 3 metros de comprimento e até 200 quilos. Fora da Amazônia, ele é classificado como espécie exótica, com potencial de provocar sérios impactos ambientais.

Por não ter predadores naturais no Rio São Francisco, o pirarucu pode desequilibrar o ecossistema, ameaçando espécies nativas, já que é um peixe carnívoro e de crescimento rápido. Situações semelhantes já foram registradas em outros estados, como em Cardoso (SP), em 2022, quando pescadores capturaram exemplares de até 110 quilos no Rio Grande.

O grupo responsável pela captura pretende vender o peixe. Especialistas alertam que é fundamental que órgãos ambientais acompanhem esses registros para avaliar os impactos e, se necessário, adotar medidas de controle.

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