Buraco na avenida Djalma Batista causou a queda da motocicleta; Giovana Ribeiro e a bebê que esperava morreram no local
A morte da biomédica Giovana Ribeiro da Silva, de 29 anos, e do bebê que ela esperava, após acidente de moto no domingo (22), expôs novamente a precariedade das vias em Manaus. Em resposta, a Prefeitura informou que o trecho onde o acidente aconteceu, na avenida Djalma Batista, já estava incluído no cronograma de manutenção viária da cidade.
Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o buraco que causou a perda de controle da motocicleta já estava mapeado e seria recuperado nas próximas ações do órgão. Ainda na manhã desta segunda-feira (23), uma equipe foi enviada ao local para tapar o buraco.
“A própria avenida Djalma Batista entrou no cronograma de manutenção há cerca de duas semanas, incluindo o ponto exato do acidente”, informou a Prefeitura em nota oficial.
De acordo com a gestão municipal, o rigoroso período chuvoso que atingiu a capital nos últimos meses agravou as condições das ruas, mas com a chegada do verão, as ações de recuperação foram intensificadas. A Prefeitura reforçou ainda que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e os condutores, e reafirmou o compromisso de manter ações permanentes de infraestrutura.
Apesar da justificativa, a tragédia causou indignação. Giovana e o marido estavam de moto quando passaram pelo buraco e foram arremessados ao solo. A biomédica, que estava grávida, morreu na hora. A bebê também não resistiu.
O marido da vítima teve fraturas nas duas pernas, foi atendido no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e recebeu alta nesta segunda, a tempo de comparecer ao velório.
Comoção e despedida
Giovana atuava como biomédica estética em uma clínica na zona Centro-Sul e era conhecida pelo carinho e empatia com os pacientes. A mãe da vítima, Gorete Ribeiro, lamentou a perda e descreveu o sofrimento como “uma dor impossível de explicar”.
“Minha filha estava radiante, esperando o bebê. Agora, eu me despeço das duas de forma brutal. É uma dor que eu não desejo a ninguém”, desabafou durante o velório, realizado na Igreja Assembleia de Deus, no bairro Monte das Oliveiras.
Nas redes sociais, a família publicou uma nota de falecimento em homenagem a Giovana e à filha, Maria, ainda sem informações confirmadas sobre o sepultamento até o fechamento desta edição.



