Política e Economia

Foto: Reprodução Rede Amazônica
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Projeto pode reduzir aposentadorias em até 30% e afetar diretamente professores e servidores que ingressaram após 2003

Servidores públicos de Manaus realizaram um protesto nesta terça-feira (16) em frente à Câmara Municipal, contra a proposta de reforma da Previdência enviada pela Prefeitura no dia 27 de agosto. A medida, elaborada pela Manaus Previdência (Manausprev), visa equilibrar as contas do regime próprio de aposentadoria, que pode acumular um déficit de R$ 938 milhões até 2038, segundo estimativas oficiais.

Principais mudanças propostas

A reforma segue diretrizes da Emenda Constitucional nº 103/2019 e propõe alterações significativas nas regras de aposentadoria:

Idade mínima

  • Homens: de 60 para 65 anos
  • Mulheres: de 55 para 62 anos

Tempo de contribuição

  • Mínimo de 25 anos para ambos os sexos
  • Professores: homens com 30 anos de trabalho público; mulheres com 25 anos
  • Exigência de 10 anos no serviço público e 5 anos no cargo atual

As novas regras se aplicam apenas aos servidores que ingressaram após 31 de dezembro de 2003.

Reações e críticas

Durante o ato, sindicatos e professores denunciaram o impacto da proposta sobre categorias que enfrentam maior desgaste físico e emocional, como os profissionais da educação.

“Trabalhar mais sete anos nessa situação só vai nos adoecer ainda mais”, afirmou a professora Tatiane Lopes.

“A reforma reduz em até 30% a aposentadoria dos futuros servidores. Hoje, nos aposentamos com o valor total do último salário. Com a nova regra, vamos receber bem menos”, disse Lambert Melo, coordenador jurídico do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus.

Tramitação e emendas

O projeto ainda aguarda parecer da Procuradoria Legislativa para ser colocado em votação. O vereador Sérgio Baré (PRD) apresentou duas emendas que propõem regras de transição mais suaves, como o pedágio de 50% do tempo restante para aposentadoria e um sistema de pontuação progressiva até atingir 100 pontos para mulheres e 105 para homens.

A proposta está em análise nas comissões temáticas e deve ir ao plenário até o fim de setembro.

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