Política e Economia

Foto: Reprodução/Internet
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Produtos essenciais ficarão sujeitos a imposto de 50%, levando à possível redução de preços internos e necessidade de novos mercados para exportação

Diversos itens importantes da pauta de exportação do Brasil para os Estados Unidos ficaram fora da lista de exceções nas tarifas impostas pelo governo Trump. Entre eles, destacam-se o café e a carne, que terão taxação de 50% na entrada ao mercado norte-americano.

O economista Altamir Cordeiro explica que, em curto prazo, os preços desses produtos podem cair no mercado interno devido à menor demanda externa. Porém, no médio prazo, os produtores poderão enfrentar redução na oferta, já que o aumento dos custos pode inviabilizar a manutenção dos preços baixos no Brasil.

Para Cordeiro, o país precisa buscar novos mercados ou avançar nas negociações com os EUA para diminuir essas tarifas e preservar a relação comercial.

Além do café e da carne, outros produtos como frango, frutos do mar e peixes também ficaram sujeitos às tarifas, segundo a economista Denise Kassama. Ela observa que parte desse consumo poderá ser absorvido por países como o México, e a maior oferta interna tende a reduzir os preços.

Aderson Frota, presidente da Fecomércio do Amazonas, avalia que a China deverá aumentar a compra de carne brasileira, reduzindo o impacto das tarifas americanas. Para ele, as medidas refletem mais questões políticas que econômicas, e negociações futuras são possíveis.

Já Michele Aracaty, presidente do Corecon-AM, acredita que os efeitos no mercado ainda são incertos. Ela ressalta que a oferta crescente de café já pressiona os preços para baixo, mas que a longo prazo a tarifação poderá desestimular a produção, afetando a oferta e elevando custos.

“O cenário permanece volátil, com possíveis oscilações para cima ou para baixo nos preços”, conclui.

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