Rendimento médio sobe 7,9% e chega a R$ 2.770; comércio e construção ampliam vagas, mas indústria registra queda
A taxa de desemprego no Amazonas recuou para 8,3% no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 1,7 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando estava em 10%, segundo dados divulgados nesta quinta‑feira (14) pelo IBGE. Entre janeiro e março, o estado registrou cerca de 1,7 milhão de pessoas ocupadas e 160 mil desocupadas.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores subiu 7,9%, passando de R$ 2.567 para R$ 2.770. Em Manaus, a taxa de desocupação caiu de 10,1% para 8,8%, e o rendimento médio alcançou R$ 3.279, alta de 7,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Apesar da queda na taxa de desemprego, o número de pessoas ocupadas diminuiu em 22 mil, uma redução de 1,2%. Ao mesmo tempo, a população fora da força de trabalho — formada por pessoas que não estavam empregadas nem procuravam emprego — aumentou em 68 mil, chegando a 1,3 milhão. Esse movimento ajuda a explicar a redução da taxa de desocupação, já que o indicador considera apenas quem está ocupado ou em busca de trabalho.
Setores
O comércio e reparação de veículos foi o setor que mais cresceu, passando de 308 mil para 326 mil trabalhadores, um aumento de 5,8%. A construção civil também avançou, com acréscimo de 5 mil ocupados (4,9%). Já a indústria geral registrou a maior queda, com redução de 21 mil trabalhadores (9,2%).
Informalidade
A informalidade permaneceu elevada, atingindo 53,2% dos ocupados — cerca de 904 mil trabalhadores sem carteira assinada, sem CNPJ ou em outras formas de ocupação informal. No setor privado, havia 685 mil empregados, dos quais 436 mil com carteira assinada e 249 mil sem registro. Entre os trabalhadores por conta própria, 484 mil atuavam sem CNPJ, enquanto apenas 44 mil tinham formalização. Também havia 64 mil domésticos sem carteira assinada.
Massa de rendimento
A soma dos rendimentos de todos os trabalhadores do estado alcançou R$ 4,541 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025, o que representa um acréscimo de R$ 276 milhões em circulação na economia amazonense.



