Foram 242 registros no ano, ante 233 em 2024; Anoreg destaca busca por segurança jurídica na sucessão patrimonial
O número de testamentos registrados em cartórios de notas do Amazonas aumentou 3,8% em 2025, segundo dados da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Amazonas (Anoreg‑AM). Foram 242 registros no ano passado, contra 233 em 2024.
Embora a variação seja considerada modesta, o diretor da Anoreg, Jeibson Justiniano, avalia que os números refletem uma busca gradual da população por segurança jurídica na definição da sucessão patrimonial. “A formalização do testamento em cartório oferece segurança jurídica, autenticidade e preservação da vontade do testador. Além de reduzir riscos de questionamentos futuros, o ato contribui para minimizar conflitos familiares”, afirmou.
Segundo Justiniano, o tema tem se tornado mais conhecido nos últimos anos, impulsionado pelo maior acesso à informação jurídica e pela preocupação das famílias em formalizar suas vontades para prevenir disputas. Ele destaca que o movimento demonstra estabilidade no uso do testamento no estado, com leve tendência de crescimento.
A legislação brasileira prevê três modalidades ordinárias de testamento: público, cerrado e particular. O mais comum é o público, lavrado pelo tabelião na presença de testemunhas, considerado o mais seguro juridicamente. O cerrado permanece em sigilo até a morte do testador, enquanto o particular é elaborado pelo próprio interessado, podendo depender de confirmação judicial.
Os testamentos podem incluir imóveis, veículos, valores em contas bancárias, investimentos, participações empresariais, joias e até bens de valor afetivo, além de outras disposições previstas em lei. O conteúdo varia conforme a realidade patrimonial e familiar de cada pessoa.
De acordo com a Anoreg‑AM, o valor médio para lavrar um testamento extrajudicial no Amazonas é de aproximadamente R$ 914, definido por lei estadual e fiscalizado pelo Poder Judiciário, podendo variar conforme tributos aplicáveis em cada município.



