Política e Economia

Foto: Tiago Stille/Gov. Ceará
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Medida passa a ser regra em casos de alto risco e reforça proteção prevista na Lei Maria da Penha

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (18), o Projeto de Lei nº 2942/2024, que permite à Justiça determinar o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em situação de violência doméstica e familiar.

A proposta estabelece que a medida deve ser aplicada nos casos em que houver risco iminente à vida ou à integridade física e psicológica da vítima ou de seus dependentes. O texto segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Relatora da proposta, a senadora Leila Barros (PDT-DF) destacou que o projeto fortalece a proteção às vítimas ao permitir o monitoramento em tempo real do agressor.

“Somada ao afastamento do agressor, a tornozeleira amplia a proteção às mulheres, com alertas em caso de aproximação”, afirmou.

O projeto altera a aplicação do monitoramento eletrônico, que passa a ser regra — e não mais uma opção — em situações de alto risco. A medida também será prioritária em casos de descumprimento de medidas protetivas já estabelecidas.

A proposta reforça os mecanismos previstos na Lei Maria da Penha, que já autorizava o uso da tornozeleira, mas sem incluí-la como medida obrigatória.

Além disso, o texto torna permanente o programa de monitoramento eletrônico e acompanhamento de mulheres em situação de violência.

Caso o juiz decida suspender o uso da tornozeleira, deverá justificar formalmente a decisão, indicando os motivos para a retirada da medida protetiva.

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