Trânsito e Transporte

Pedestres recorrem a travessia em pequenos botes durante interdição em trechos da BR-319 no Amazonas - Foto: Rede Amazônica
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Interrupção afetou tráfego entre Careiro e Manaus, mas obras seguem em andamento

As travessias sobre os rios Curuçá e Autaz-Mirim, nos quilômetros 23 e 25 da BR-319, foram reabertas na tarde desta quarta-feira (4), após quatro dias de bloqueio causados por uma pane em uma balsa e danos em um dos aterros. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou a liberação do tráfego, embora ainda haja trechos com dificuldades de acesso.

A BR-319 é a única ligação terrestre entre Manaus e Rondônia, conectando o Amazonas ao restante do país. A interrupção do tráfego começou na madrugada de domingo (1º), afetando motoristas e pedestres que precisaram recorrer a pequenos botes para atravessar os rios durante a interdição.

No Rio Curuçá, a força da correnteza intensificada pela cheia arrastou a estrutura provisória. O DNIT reforçou os acessos com rachão, permitindo a liberação da passagem inclusive para veículos pesados.

Já no Rio Autaz-Mirim, uma pane no rebocador responsável pela balsa interrompeu o transporte de veículos. O tráfego foi normalizado com o auxílio de um rebocador de maior potência, que reposicionou a embarcação.

Histórico de desabamentos e reconstrução das pontes

A região enfrenta desafios de infraestrutura desde 2022, quando a ponte sobre o Rio Curuçá desabou no dia 28 de setembro, causando a morte de cinco pessoas e deixando mais de 10 feridos. Dez dias depois, outra ponte caiu no km 25 da BR-319, agravando ainda mais o fluxo na rodovia.

Em maio deste ano, o DNIT anunciou que a nova ponte sobre o Rio Curuçá será entregue até setembro, trazendo melhorias em relação à anterior, com 150 metros de extensão e 13 metros de largura.

O superintendente Orlando Fanaia ressaltou os desafios para manter a rodovia trafegável, destacando a falta de insumos e dificuldades na pavimentação dos 400 km de estrada.

“É um desafio manter a rodovia trafegável. São 400 km de rodovia não pavimentada, em uma região com dificuldade de insumos, sem material de base, a pedra vem de longe”, afirmou.

Além da ponte do Rio Curuçá, a ponte sobre o Rio Autaz-Mirim também está em reconstrução, com previsão de entrega para novembro. Os investimentos somam R$ 50 milhões, e um terceiro trecho, sobre o Rio Igapó-Açu, está atualmente em fase de licitação.

Orientação para motoristas e próximos passos

Apesar da liberação, o DNIT orienta que motoristas mantenham cautela ao trafegar pela BR-319, pois ainda há trechos com dificuldades de acesso.

A expectativa é que as novas estruturas melhorem a segurança e fluidez da rodovia, facilitando a conexão entre Manaus e o restante do país, além de impulsionar o transporte de mercadorias e a circulação de passageiros na região.

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