Ciência e Tecnologia

Foto: Divulgação
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Ferramenta digital será testada por sete meses com foco em capacitação e apoio clínico a profissionais de saúde

O estado do Amazonas foi selecionado como um dos cinco participantes da fase piloto do aplicativo Guia Obstétrico, desenvolvido pelo Hospital Israelita Albert Einstein em parceria com o programa global MSD para Mães. A iniciativa busca reduzir complicações e mortes maternas por meio de conteúdo educativo e suporte à tomada de decisão clínica.

Segundo a coordenadora de projetos do Einstein, Lívia Pedrilio, o Amazonas foi escolhido por apresentar índices elevados de mortalidade materna, superiores à meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), além do engajamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-AM).

Etapas da implementação

A fase piloto terá duração de sete meses, com início previsto para novembro de 2025. O cronograma inclui:

  • Um encontro presencial com facilitadores das secretarias estadual e municipais
  • Seis sessões virtuais mensais com foco na aplicação prática do app
  • Mentoria de projetos voltados à redução de complicações graves, como hemorragias e pré-eclâmpsia

Durante esse período, profissionais e pacientes terão acesso à versão inicial do aplicativo, que traz informações científicas sobre:

  • Sinais de alerta
  • Diabetes gestacional
  • Depressão pós-parto
  • Cuidados com gestantes LGBTQIAPN+

A ferramenta também será usada como instrumento de capacitação das equipes locais de saúde.

Interior também será contemplado

O projeto prevê atuação em municípios distantes da capital, respeitando a complexidade logística da região. A seleção das unidades será feita em conjunto com a SES-AM e os municípios participantes.

Cenário preocupante

De acordo com o Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna, o Amazonas apresenta uma razão média de 75 mortes por 100 mil nascidos vivos, mais que o dobro da meta nacional. Embora o Brasil tenha registrado queda entre 2023 e 2024, 90% dos óbitos ainda são considerados evitáveis.

A expectativa é que o Guia Obstétrico represente um avanço importante para a saúde pública no estado e se torne uma ferramenta estratégica no enfrentamento da mortalidade materna.

Você também pode gostar

Editorias