Informe aponta 1.153 focos de calor e reforça medidas para reduzir a exposição à fumaça durante o período de estiagem
O Ministério da Saúde emitiu um alerta para os impactos das queimadas e incêndios florestais sobre a saúde da população em 15 estados brasileiros. O aviso faz parte do informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, elaborado no âmbito do plano AdaptaSUS, que monitora focos de calor, qualidade do ar e a população potencialmente exposta à fumaça.
Segundo o boletim, foram registrados 1.153 focos de calor nas unidades da federação monitoradas. O documento orienta as equipes do Sistema Único de Saúde (SUS) e a população sobre medidas para reduzir os efeitos da poluição do ar, agravados pelo período de estiagem e pela atuação do fenômeno El Niño.

Entre as principais recomendações estão aumentar a ingestão de água, evitar atividades físicas ao ar livre quando houver fumaça intensa, permanecer em ambientes fechados e utilizar máscaras do tipo PFF2, N95 ou P100 em situações de exposição inevitável. O ministério também orienta manter portas e janelas fechadas nos períodos de maior poluição e acompanhar os alertas oficiais sobre a qualidade do ar.
O informe destaca que crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias, cardiovasculares ou imunológicas são os grupos mais vulneráveis aos efeitos da fumaça e devem procurar atendimento médico ao surgimento de sintomas respiratórios ou agravamento de condições de saúde.
O monitoramento também acompanha os níveis de material particulado fino (MP2,5), poluente capaz de penetrar profundamente nos pulmões e associado ao aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares, além de elevar o número de atendimentos e internações hospitalares.
O Ministério da Saúde alerta ainda para medidas de prevenção de incêndios, como não atear fogo em vegetação, não descartar bitucas de cigarro em áreas de mata, evitar fogueiras e balões e realizar aceiros preventivos quando necessário.
De acordo com as projeções meteorológicas, o El Niño deve permanecer até o início de 2027, favorecendo temperaturas acima da média em grande parte do país e chuvas abaixo do esperado na região Centro-Norte entre julho e setembro. Esse cenário aumenta o risco de ondas de calor, estiagem e novos incêndios florestais.
Além do monitoramento das queimadas, o Ministério da Saúde disponibiliza o Painel de Excesso de Calor, que acompanha diariamente as condições térmicas dos municípios brasileiros para apoiar ações de vigilância e assistência durante eventos climáticos extremos.



