Categoria protesta em frente à Câmara Municipal; 140 escolas ficaram sem aulas e assembleia vai decidir sobre deflagração de greve
Professores da rede municipal e sindicatos realizaram um novo protesto nesta quarta-feira (24) em frente à Câmara Municipal de Manaus contra o projeto de reforma da Previdência enviado pela prefeitura. A proposta, apresentada no fim de agosto, altera as regras de aposentadoria dos servidores públicos e pode, segundo a categoria, estender em até sete anos o tempo de trabalho, principalmente para as mulheres.
Durante a manifestação, os participantes exibiram faixas e cartazes pedindo a retirada da proposta e transmitiram ao vivo nas redes sociais críticas ao texto. “Não aceitaremos a imposição dessa PL que prejudica diretamente a vida do funcionalismo público, em especial da educação”, afirmou um dos representantes. Houve ainda apelos políticos, com manifestantes destacando que 2026 é ano eleitoral e prometendo cobrar posicionamento dos vereadores.
Apesar da mobilização, o projeto não entrou na pauta de votação desta quarta-feira, mas os servidores temem que seja apreciado a qualquer momento. O Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus informou que cerca de 140 escolas não tiveram aulas por conta da paralisação e que uma assembleia será realizada às 19h para decidir sobre a deflagração de greve.
A proposta elaborada pela Manaus Previdência prevê idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, com redução de cinco anos para professores, além de novas regras de cálculo e transição. A prefeitura defende que as mudanças são necessárias para evitar um déficit de R$ 938 milhões até 2038 e garantir a sustentabilidade do regime próprio.



