Política e Economia

Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Decisão assinada por Donald Trump libera produtos agrícolas brasileiros da sobretaxa; medida é retroativa, mas setor de pescados fica fora e critica falta de prioridade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ampliou nesta quinta-feira (20) a lista de isenções da tarifa adicional de 40% para incluir novos produtos agrícolas do Brasil. A decisão, publicada em ordem executiva da Casa Branca, beneficia setores estratégicos da pauta exportadora brasileira, como café e carne bovina, que deixam de sofrer a sobretaxa imposta anteriormente.

No documento, Trump menciona a conversa telefônica que manteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 3 de outubro. Na ligação, os dois líderes concordaram em abrir discussões sobre o tarifaço que afetava produtos brasileiros. Segundo Trump, os avanços registrados desde então tornaram desnecessária a tarifa para parte das importações agrícolas do País.

A nova regra tem efeito retroativo: todos os itens retirados de armazéns para consumo a partir de 12h01 (horário de Nova York) de 13 de novembro já estão isentos da cobrança. Caso haja necessidade de reembolsos, eles serão processados conforme os procedimentos da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA.

Setor de pescados fica de fora

Apesar da ampliação das isenções, o setor de pescados não foi contemplado. A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) manifestou “frustração” com o resultado das negociações.

“Estamos obviamente felizes pelos setores que avançaram, mas frustrados por não vermos evolução e priorização do pescado pelo governo brasileiro”, afirmou em nota o presidente da entidade, Eduardo Lobo.

A indústria esperava que itens como peixes congelados e enlatados fossem incluídos na lista, o que não ocorreu. Com isso, o segmento continua sujeito à tarifa adicional de 40% nas exportações aos Estados Unidos.

A decisão norte-americana é vista como um passo importante na relação comercial entre os dois países, mas ainda deixa pendências para setores que seguem pressionando o governo brasileiro por avanços nas próximas rodadas de negociação.

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