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Fenômeno típico do inverno amazônico derruba temperaturas no sul do estado; outras cidades também sentem os efeitos do ar polar

O município de Boca do Acre, no sul do Amazonas, registrou na madrugada desta quinta-feira (29) a temperatura mais baixa do ano: 18 graus Celsius. O dado é do site Climatempo e confirma a chegada de uma friagem, fenômeno que costuma ocorrer durante o outono e o inverno amazônico.

Acostumados com calor acima de 35 °C, os moradores da cidade acordaram literalmente tremendo de frio. A diferença chega a ser ainda mais perceptível quando comparada à capital. Em Manaus, a menor temperatura da madrugada foi de 24 graus, considerada baixa para os padrões locais, mas bem mais amena que no município do Purus.

O que é a friagem?

A friagem ocorre quando massas de ar frio de origem polar avançam do sul para o norte do Brasil, provocando quedas acentuadas de temperatura em estados como Acre, Rondônia e também no sul do Amazonas.

Esse deslocamento de ar gelado é mais comum entre os meses de maio e agosto, justamente durante o período do inverno amazônico. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), durante uma friagem, os termômetros podem cair até 10 graus abaixo da média.

Outras cidades também sentem o frio

Além de Boca do Acre, municípios como Lábrea, Apuí, Humaitá e Eirunepé também estão sendo impactados pela friagem. As mínimas nesses locais devem variar entre 17 °C e 21 °C nos próximos dias, com máximas que não passam dos 30 °C, segundo previsão do Climatempo.

Por quanto tempo dura?

A previsão é de que essa friagem persista pelo menos até o início de junho, quando uma nova frente fria está prevista para alcançar a região. Esse fenômeno também deve manter o céu mais fechado e aumentar a possibilidade de chuvas isoladas, além de reduzir a umidade do ar em algumas áreas do interior do estado.

Mudança que chama atenção

Apesar de ser um fenômeno relativamente comum para o período, a friagem sempre surpreende os moradores do Amazonas pela diferença brusca nas temperaturas, especialmente nas regiões que costumam conviver com calor intenso quase o ano todo.

A influência das massas de ar polar no clima da Amazônia reforça a necessidade de monitoramento constante e dos alertas meteorológicos, principalmente em tempos de mudanças climáticas, que podem intensificar eventos como esse.

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