Trânsito e Transporte

Foto: Adauto Silva/Rede Amazônica
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp

Moradores relatam alimentos estragados, falta de água e interrupção de aulas por ausência de eletricidade

Moradores da comunidade Uena, na zona rural de Manacapuru, enfrentam sete dias consecutivos sem energia elétrica. O problema começou na última quinta-feira (9) e, até esta quarta-feira (15), o fornecimento ainda não havia sido restabelecido.

A localidade fica às margens do rio Manacapuru, a cerca de uma hora e meia de lancha da sede do município. Segundo os moradores, o acesso é dificultado pelas fortes chuvas e ventos na região, o que pode estar atrasando o atendimento técnico.

De acordo com relatos, a energia que abastece a comunidade vem de outra localidade, saindo de Caapiranga, passando pela comunidade do Campinas até chegar a Uena. Mesmo assim, os moradores afirmam que nenhuma equipe havia ido ao local até então para identificar ou solucionar o problema.

A falta de energia já provoca prejuízos diretos no dia a dia. Alimentos armazenados estão estragando e o abastecimento de água, que depende de bombas elétricas, foi interrompido.

“Alimento tem estragado bastante. A gente usa bomba d’água também, então fica parado, dá prejuízo”, relatou a moradora Maria Salete.

Na educação, o impacto também é significativo. Estudantes do ensino mediado por tecnologia estão sem aulas por falta de energia e internet. Segundo a professora Gláucia Aquino, o envio de materiais não substitui o ensino regular.

“Sem energia não tem internet, não tem como ter aula”, explicou.

Durante o dia, alguns alunos ainda tentam estudar com luz natural, mas à noite as atividades ficam inviáveis.

Moradores também destacam a situação de idosos e pessoas com necessidades especiais, que dependem diretamente da energia elétrica em casa.

Após a repercussão do caso, a Amazonas Energia informou que está organizando uma equipe para atender a comunidade. A concessionária afirmou que o acesso difícil tem sido um dos principais obstáculos, mas técnicos devem percorrer o trecho entre as comunidades para identificar a falha e realizar um serviço emergencial.

A expectativa é que, após a avaliação, a rede passe por reestruturação para normalizar o fornecimento. Enquanto isso, os moradores seguem aguardando uma solução.

Você também pode gostar

Editorias