Trânsito e Transporte

Foto: Paulo Bindá
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Ministro Sílvio Costa Filho anuncia investimentos de R$ 4,3 bilhões no setor naval; projeto deve gerar até 7 mil empregos e transformar o estado em polo estratégico de logística fluvial

O ministro de Portos e Aeroportos, Sílvio Costa Filho, entregou nesta segunda-feira (29) a 15ª balsa de minério construída pelo Estaleiro Juruá, em Manaus. A embarcação faz parte do projeto da LHG Mining, que prevê a construção de 128 balsas no Amazonas, dentro de um plano nacional que soma 400 barcaças e 15 empurradores, com investimentos de R$ 4,3 bilhões distribuídos entre Amazonas, Bahia, Pará e São Paulo.

Segundo o ministro, o empreendimento representa um marco para o setor naval e para a economia da região. “São milhões de reais, 60 embarcações, uma obra que vai gerar no seu pico mais de 5 mil empregos diretos, fora os empregos indiretos. O governo do presidente Lula tem trabalhado muito para fortalecer a indústria naval no Brasil”, afirmou.

Costa Filho destacou que os projetos em andamento transformarão o Amazonas em uma zona estratégica de logística. Ele também anunciou que até dezembro será concluído o processo de licitação para as obras da Manaus Moderna, além de reforçar o compromisso com dragagens em cidades como Itacoatiara e Benjamin Constant, a fim de garantir segurança no escoamento da produção.

Outro ponto ressaltado foi o fortalecimento dos miniportos (IP4) e os investimentos em aviação. “Hoje temos quase R$ 5 bilhões aplicados nos aeroportos da região Norte. Queremos preparar os portos e aeroportos para integrar a produção e atender à população”, disse o ministro, que pretende apresentar em outubro, junto à bancada do Amazonas, o plano completo de investimentos para os portos do estado.

A diretora de Infraestrutura do BNDES, Luciana Costa, lembrou que o financiamento de R$ 3,6 bilhões pelo Fundo da Marinha Mercante foi decisivo para manter a produção das balsas no Brasil. “Sem esse financiamento, estariam sendo construídas na China. Só no estaleiro de Manaus já são 2 mil funcionários, e o projeto deve gerar quase 7 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, há um benefício ambiental ao substituir o transporte rodoviário pelo fluvial”, destacou.

O presidente do Estaleiro Juruá, Marmud Camely, informou que já foram contratadas 1.500 pessoas para o projeto, incluindo 240 mulheres soldadoras formadas em cursos de capacitação oferecidos pela própria empresa em parceria com o Senai. “Nós montamos uma escolinha de solda para mulheres. Hoje elas estão empregadas e participam ativamente dessa transformação”, afirmou.

A soldadora Adriana Gomes, 33, é um dos exemplos dessa inserção feminina. “Antigamente havia muito preconceito com mulheres em estaleiros. Hoje temos oportunidade, nos qualificamos e mostramos que também somos capazes de realizar esse trabalho”, disse.

Com a entrega da 15ª embarcação, o Estaleiro Juruá segue no desafio de concluir as 400 barcaças encomendadas. De acordo com o diretor de Supply Chain, Darlan Carvalho, a prioridade agora é garantir a produção e a entrega de todas as unidades contratadas.

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